Goiânia, 22 de outubro de 2017    




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(05/08/2015) HGG realiza mutirão para operar presos

Até o mês de setembro serão atendidos 23 presos do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Iniciativa inédita é fruto de parceria entre Ministério Público, SES e Secretaria de Segurança Pública

Dando continuidade à iniciativa de expandir o acesso dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) às cirurgias de alta e média complexidade, o Hospital Alberto Rassi - HGG realizará cirurgias eletivas em 23 presos do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Os procedimentos ocorrerão até o mês de setembro. Nesta quinta-feira, dia 06 de agosto, às 9 horas, a estratégia para o atendimento do grupo será apresentada à imprensa.

A Ação Concentrada faz parte de um acordo firmado entre a Secretaria do Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), Ministério Público, Secretaria de Segurança Pública/Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap) e Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech), responsável pela administração do HGG.

Os 23 beneficiados foram indicados pelo Seap e avaliados clinicamente pela equipe médica do HGG. Eles serão submetidos, em sua maioria, a cirurgias da região abdominal, com distúrbios e deformidades provocadas por lesões de armas de fogo e por isso, necessitando de procedimentos cirúrgicos de reconstrução.

O promotor Haroldo Caetano, titular da 25ª Promotoria de Goiânia (Execuções Penais), afirma que Goiás promove uma ação inédita em termos da Política de Saúde Carcerária, dando oportunidade ao detento de ter um atendimento médico de qualidade.

“Estamos dando um exemplo ao país, ao sair do diálogo para ações concretas. Resgatamos um dos princípios do SUS, o da Universalidade, em que todos têm o direito de acesso aos serviços de saúde”, disse Caetano, um dos articuladores da ação no HGG com os internos do Complexo Prisional.

O MUTIRÃO CIRÚRGICO
Para viabilizar o atendimento aos presos, o Hospital Alberto Rassi – HGG promoveu a reforma de uma enfermaria com suporte de quatro leitos. A segurança está sendo garantida por uma escolta penitenciária 24 horas e os presos não têm direito à visita. A previsão, pelo tipo de cirurgia, é que os pacientes se recuperem em um prazo de até três dias, quando serão levados de volta ao presídio.

O diretor técnico do HGG, Rafael Nakamura, informa que a unidade está empenhada em promover o atendimento ágil aos detentos. Os exames de pré-operatório estão sendo realizados no próprio hospital e assim como todo o preparo cirúrgico. “São pessoas que estão há muito tempo precisando destas cirurgias. E devido sua restrição de liberdade, temos de oferecer uma estrutura especial para fazer este atendimento de forma segura e ao mesmo tempo, humanizada”, explica.

O HGG, além das cirurgias, oferecerá atendimento odontológico aos presos internados. Caso estejam de acordo, os procedimentos odontológicos serão realizados enquanto estiverem sedados. Poderão ser realizadas restaurações dentárias, tratamento de canal, extrações e tratamento periodontal.


Fonte: Secretaria de Estado da Saúde






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