Goiânia, 12 de dezembro de 2017    




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(22/09/2015) Serviço de cardiologia do HGG realiza palestra no Dia Nacional do Portador de Marcapasso

Evento promovido anualmente em parceria com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV) acontece na tarde desta quarta-feira, dia 23 de setembro, no Ambulatório de Medicina Avançada – AMA do Hospital Alberto Rassi - HGG

Para lembrar o Dia Nacional do Portador de Marcapasso, o Hospital Alberto Rassi – HGG promove na tarde desta quarta-feira, dia 23 de setembro, uma palestra para esclarecimento das dúvidas e mitos que envolvem o dispositivo. A data é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV), e na unidade hospitalar será coordenada pelo chefe do Serviço de Cardiologia, Antônio Malan. O evento é aberto ao público e será realizado a partir das 14 horas.

De acordo com Malan, este ano o mote da campanha é “Coração na batida certa”. Ele comenta que o principal objetivo desta atividade é desmistificar o marcapasso, cuja implantação é vista pela maioria das pessoas de forma preconceituosa. “Caso o dispositivo tenha sido implantado somente para corrigir um problema elétrico no coração, o paciente terá uma vida praticamente normal. Recebo muitos casos no meu consultório em que os familiares entram em desespero porque o paciente terá que implantar o dispositivo”, conta.

O médico explica que três tipos de dispositivos são usados para a correção de problemas cardiovasculares elétricos. O primeiro é o marcapasso, que corrige as bradicardias (quando o coração bate lentamente). O segundo é chamado cardioversor desfibrilador implantável (CDI), capaz de ajustar não somente as bradicardias, como também as taquicardias (coração com frequência acelerada de batimentos). E, por último, o marcapasso multisítio, utilizado em um seleto grupo de pacientes candidatos a transplantes cardíacos.

O preconceito, segundo Malan, é o principal empecilho que o portador de um destes dispositivos sofre. O especialista pontua que o mercado de trabalho, os familiares e até mesmo o dia-a-dia dos pacientes com marcapasso torna-se difícil não por causa do problema cardiovascular, mas devido a impressão errônea que as pessoas têm de que àquele paciente pode morrer brevemente. “Eu tenho um paciente que fez a cirurgia para implantação do marcapasso, alguns meses depois ele participou de um campeonato de peteca e hoje é campeão goiano. Ou seja, implantar um marcapasso não quer dizer que o paciente é inválido”, justifica o especialista.

Além de desmitificar o assunto, a campanha também tem como objetivo alertar a comunidade para os problemas cardíacos. Malan explica que é importante que as pessoas adquiram o hábito de medir o próprio pulso. “Quanto mais cedo diagnosticarmos uma taquicardia ou braquicardia, melhor. Com a colocação do marcapasso evitamos uma morte súbita, e o paciente terá mais qualidade de vida. ”

Procedimento
O Dia do Portador de Marcapasso foi criado pelo Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial (Deca), da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV). A data, 23 de setembro, foi escolhida em homenagem ao pioneiro da Estimulação Cardíaca no Brasil, Décio Kormann. A cirurgia de implantação do marca-passo é considerada simples. A duração varia entre uma e duas horas, sendo realizada com sedação e anestesia local. Após o procedimento, o paciente pode ir pra casa em até dois dias. A maioria dos portadores de marcapasso pode retomar as atividades diárias habituais em 30 dias.


Fonte: IDTECH






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