Goiânia, 22 de outubro de 2017    




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(25/02/2016) Pacientes do HGG tiram dúvidas sobre as famosas “farmacinhas caseiras”

Farmacêutico André Cândido explicou quais os principais riscos da automedicação e também do armazenamento incorreto de medicamentos em casa. Palestra aconteceu nesta quarta-feira, 24 de fevereiro e contou com a participação dos pacientes

Todo mundo guarda remédios em casa para alguma emergência. Comprimidos para dores de cabeça, dores nas pernas, pomadas dermatológicas, colírios, xaropes. A lista é extensa. Mas, quais os riscos de manter medicamentos em casa, sem orientação médica? Esse assunto foi debatido na tarde desta quarta-feira, 24 de fevereiro, no Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) do Hospital Alberto Rassi – HGG. O gerente do serviço de Farmácia da unidade, André Cândido explicou quais os principais riscos da automedicação e também do armazenamento incorreto de medicamentos.

O farmacêutico apresentou um dado da Organização Mundial da Saúde (OMS) que aponta que mais de 10% das internações hospitalares são causadas por reações adversas a remédios. “Normalmente os medicamentos que mais são guardados em casa e ingeridos por conta própria são os analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos. Às vezes a pessoa está com uma dor e toma um analgésico sem orientação médica. Isso pode mascarar um problema maior”, explicou.

A aposentada Senhorinha Souza confessou que guarda muitos remédios em casa. “Eu sempre tenho um remedinho guardado porque se eu sinto uma dor qualquer e vou ao médico, ele logo fala que é coisa da idade. Então eu prefiro tomar o remédio que eu logo me sinto bem, e evito o transtorno de ouvir a mesma coisa”, afirmou. O comerciante Daniel Donizete disse que na casa dele, a mãe esconde os remédios porque o irmão é viciado. “Se deixar, ele se dopa de remédios para dormir”, explicou.

André explicou que esse é um dos grandes problemas de guardar o remédio em casa. “Pode ser que o corpo acostume com o remédio, ou que ele vicie também”. Além disso, a forma de armazenamento do remédio deve ser feita de forma correta. “Muitas pessoas guardam na cozinha ou no banheiro, mas é preciso ter cautela. A cozinha é um lugar quente e o banheiro, úmido. Esses são fatores que podem alterar os medicamentos. Um lugar bacana é o guarda-roupa. O quarto costuma ser um local arejado, com temperatura amena e longe da umidade”.

A palestra "Os perigos de ter uma farmacinha em casa" encerrou a campanha “Fevereiro da Prevenção - Pequenas atitudes podem salvar vidas”. Durante todo o mês, profissionais do hospital ministraram palestras esclarecendo as dúvidas dos pacientes do Ambulatório. A enfermeira do Serviço Especializado em Saúde e Medicina do Trabalho (SESMT), Cleidiene Gontijo ministrou a palestra “Previna-se contra a Aids no Carnaval”, no dia 2 de fevereiro. Já o fisioterapeuta Kemil Rocha abordou sobre os impactos dos acidentes de trânsito na saúde pública, no dia 17 de fevereiro.


Fonte: IDTECH






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