Goiânia, 22 de agosto de 2017    




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(12/05/2016) Mais de 120 profissionais participam de fórum sobre atendimento aos transexuais

Palestrantes compartilharam experiências sobre o processo transexualizador e cirurgias de redesignação sexual realizadas no Projeto do Hospital das Clínicas, nesta quarta-feira, dia 11 de maio

Humanização, acolhimento, direitos humanos e sociais. Todos esses temas embasaram o fórum "O processo transexualizador no HGG: aspectos técnicos e éticos", nesta quarta-feira, 11 de maio , no Hospital Alberto Rassi - HGG, que contou com a participação de mais de 120 profissionais da unidade, entre médicos, médicos residentes, equipe multiprofissional, funcionários de acolhimento, entre outros.

O evento teve a explanação do presidente do Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego), Aldair Novato Silva, da coordenadora do Projeto de Transexualismo no Hospital das Clínicas (HC) da Universidade Federal de Goiás, Mariluza Terra Silveira , e do cirurgião plástico Marcelo Soares, também da equipe do HC.

Mariluza Silveira destacou a importância social do projeto no Hospital das Clínicas e, agora, no Hospital Alberto Rassi. "A vida de um transexual é extremamente difícil, é uma luta diária, por isso esse projeto é tão importante. Dois serviços desse porte numa cidade como Goiânia significa cooperação mútua. O HGG tem uma estrutura muito boa e o projeto é bastante relevante para a sociedade", ressaltou.

Durante a exposição, Mariluza Silveira explicou as etapas de implantação do processo transexualizador no Hospital das Clínicas, com destaque para a formação de equipe interdisciplinar e sensibilização dos servidores da instituição, que segundo a coordenadora , leva tempo e deve ser trabalhado para promover respeito dentro do hospital em todos níveis de profissionais.

O presidente do Cremego, Aldair Novato da Silva , endossou as palavras da coordenadora e enfatizou que "a primeira coisa de um projeto como esse é a quebra de preconceito. Temos que enxergar ali um ser humano que quer libertação". O médico discorreu sobre o acolhimento do público transexual e reforçou a necessidade da integração nos serviços e saúde. "Essas pessoas precisam ser respeitadas naquilo que são. Cada um é um ser e tem uma situação particular, por isso o serviço tem que ser integrado".

A gerente de Ensino e Pesquisa do HGG, Cáritas Marquez afirmou o compromisso do Hospital Alberto Rassi com o projeto. "O hospital encontra-se inserido na rede e quer sensibilizar os profissionais. Nós sabemos que esse é o início e começamos com pé direito na construção de uma conduta adequada de todos que vão contribuir com esse projeto".

Projeto integrado

O processo transexualizador é um programa de atendimento interdisciplinar e de pesquisa de pacientes transexuais, com visibilidade de gênero de ambos os sexos, independente de faixa etária. O objetivo do programa é identificar aqueles que desejam se submeter à cirurgia de redesignação sexual, ou outras cirurgias (permitidas após os 21 anos) e fazer acompanhamento multidisciplinar.

O cirurgião plástico Marcelo Soares explicou que o objetivo geral do processo é o acompanhamento, tratamento clínico, hormonal, cirúrgico e ressocialização do paciente que tem síndrome de disforia de gênero, "que é quando há conflito de identidade de gênero e sexo de nascimento. O transexual faz parte desse grupo". As esquipes do projeto são formadas por coordenador, psicólogo, psiquiatra, fonoaudiólogo, otorrinolaringologista, cirurgião plástico, proctologista, assistente social, enfermeiro e ginecologista.

A coordenadora do projeto no Hospital das Clínicas, Mariluza Silveira , explicou que além da cirurgia há outros processos envolvidos, como mudança do nome, orientação de familiares e companheiros, ressocialização, dentre outros aspectos. "Todo mundo quer ser integrado à sociedade, esse é o principal objetivo do processo", encerrou o cirurgião Marcelo Soares.

Fonte: IDTECH





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