Goiânia, 21 de setembro de 2017    




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(29/09/2016) Doação de órgãos é tema de dinâmica no Ambulatório

O Hospital Alberto Rassi – HGG e Central de Transplantes promoveram palestra nesta quarta-feira, dia 28 de setembro, para usuários do SUS

Para encerrar o Setembro Verde, o Hospital Alberto Rassi – HGG, com o apoio da Central de Transplantes do Estado de Goiás, promoveu uma palestra sobre doação de órgãos para os usuários do Ambulatório de Medicina Avançada (AMA). A dinâmica, que aconteceu nesta quarta-feira, dia 28 de setembro, mostrou que ainda existem muitos mitos em torno do tema, o que torna o número de transplantes ainda muito baixo no Brasil.

O coordenador da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes do HGG (CIHDOTT), Alexandre Richter Filho, abriu o evento falando da importância da população se mobilizar para a doação de órgãos, já que os transplantes são muitas vezes a única forma de milhares de pessoas continuarem suas vidas. “A medicina ainda não é capaz de reproduzir um coração, um rim, um pulmão. As pessoas que precisam destes órgãos dependem exclusivamente da doação”, explicou.

A psicóloga do HGG, Telma Noleto, é especialista na área de doação de órgãos e também integra a Central de Transplantes. De acordo com ela, se pudesse captar os órgãos de metade das pessoas que tiveram diagnóstico por morte encefálica no Brasil, não haveria mais pessoas esperando por transplante. “Muitos países já não têm a fila de espera porque tem a cultura da doação. Os familiares ainda têm medo de autorizar a doação achando que o corpo do doador ficará deformado por conta da captação, o que não é verdade”, explicou.

Convidada pelo HGG, a enfermeira Gisela Fernandes Costa de Farias, da Central de Transplantes, lembrou a todos que é indispensável que comunique a família sobre a decisão da doação de órgãos. “Não adianta apenas dizer que é doador. É preciso conversar sobre o tema, para que, mesmo num momento de dor, a família autorize a doação”.

Aguardando pela consulta, a funcionária pública Dirce Aparecida Brito, fez questão de dar seu testemunho no evento. “Eu sei o quanto é importante a doação de órgãos. Minha sobrinha inalou produtos químicos perigosos e perdeu parte do pulmão. Ela lutou muito para conseguir um transplante, mas infelizmente morreu aos 16 anos”, disse.

Após a palestra, foi realizada uma dinâmica, onde os usuários foram convidados para representar os beneficiados pela doação de órgãos. “Somente aqui, tivemos oito pessoas que seriam contempladas com os órgãos de apenas uma pessoa. Observem quantos podemos ajudar!”, disse a psicóloga. Ao final, os participantes receberam camisetas da campanha realizada pela Central de Transplantes no Setembro Verde.


Fonte: IDTECH





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