Goiânia, 25 de abril de 2017    




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(09/11/2016) HGG apresenta ala especial para pacientes em cuidados paliativos

Espaço foi inaugurado na manhã desta terça-feira, 8 de novembro e conta com sala de acolhimento familiar, atendendo pacientes portadores de doenças crônicas sem possibilidade de tratamento curativo e que necessitam dessa modalidade de atendimento integral

Nesta terça-feira, 8 de novembro, o Hospital Alberto Rassi – HGG apresentou para o secretário de saúde de Goiás, Leonardo Vilela, a nova ala de Unidade Terapia Intensiva (UTI) dedicada exclusivamente para pacientes sob cuidados paliativos. O espaço possui 10 leitos com, televisores, sistema de som, cadeiras para acompanhantes e uma sala de acolhimento para abordagens junto às famílias. Com a ala especial, o HGG, que é membro da Academia Nacional de Cuidados Paliativos, torna-se pioneiro no tratamento paliativo de doentes crônicos não oncológicos no setor público em Goiás.

Serviço ainda pouco difundido no Brasil, os Cuidados Paliativos têm como objetivo controlar o sofrimento físico, psíquico, social e espiritual de pacientes com doenças sem tratativas de cura. Leonardo Vilela explicou que a nova ala é considerada um avanço não só para o Estado, mas para todo o País. “A nossa proposta é dar um tratamento absolutamente digno, aliviar a dor do paciente e da família”.

O secretário explicou que a nova ala vai abrir espaço para a disponibilização de leitos de UTI na rede pública de Goiás, já que os cuidados paliativos prevê um tratamento menos invasivo e doloroso. “Essa é uma discussão que já vem sendo feita há pelo menos dois anos, quando entrei na secretaria de saúde, e está intimamente ligada a questão recorrente de falta de leitos de UTI, apesar de que nos últimos cinco anos nós aumentamos em mais de 50% o número de leitos pelo SUS. É um exemplo que o HGG dá para outros hospitais de Goiás, do Brasil, e mais uma vez nós mostramos o pioneirismo desse hospital”.

“É um serviço inovador e fundamental para pacientes crônicos portadores de doenças sem possibilidades de cura. Esta modalidade de cuidados é oferecida principalmente na região Sul e Sudeste, e muitas vezes somente aos pacientes em fases final de vida ou com câncer e muitas vezes em serviços privados”, declarou a médica geriatra e paliativista Ana Maria Porto Carvas, que coordena a equipe multidisciplinar de cuidados paliativos do HGG.

Cuidados Paliativos

De acordo com a ANCP, os Cuidados Paliativos foram definidos pela Organização Mundial de Saúde em 2002 como uma abordagem ou tratamento que melhora a qualidade de vida de pacientes e familiares diante de doenças que ameacem a continuidade da vida. Para tanto, é necessário avaliar e controlar de forma impecável não somente a dor, mas, todos os sintomas de natureza física, social, emocional e espiritual.

Desde abril de 2014, o HGG conta com o Núcleo de Apoio ao Paciente Paliativo (NAPP), formado pelos profissionais de diversas especialidades, como médicos, enfermeiros, psicólogos, fonoaudiólogos, nutricionistas, assistentes sociais, fisioterapeutas, farmacêuticos, odontólogos terapeutas ocupacionais e voluntários de apoio espiritual.

Até o mês de outubro de 2016, a equipe atendeu 179 pacientes, sendo 86% na faixa etária acima de 50 anos. O atendimento ocorre para os enfermos portadores de doenças raras e em estágio avançado, como Parkinson, Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), doenças reumatológicas, renais crônicos, cardiopatas, pneumopatas, demências e outras patologias crônicas.

Família

O Núcleo também atua com a família do paciente, oferecendo orientações importantes para o cuidado em casa, além de respaldo espiritual e psicológico. Dos pacientes tratados, 37% tiveram alta hospitalar, o que garante mais conforto e é um desejo para a maioria dos pacientes que sem encontram em fase de fim da vida ou com doença avançada.

Um dos pacientes foi Vicente Gonçalves dos Santos, portador da doença de Creutzfeldt-Jakob, patologia rara, que foi assistido pela equipe até sua morte em casa e sua família enviou uma carta agradecendo.

“Assim que descobrimos que a doença não tinha cura fomos acompanhados e acolhidos por uma equipe de apoio, que nos explicou sobre os cuidados paliativos e os benefícios dos cuidados domiciliares. Aceitamos a proposta e após sermos muito bem orientados pela equipe do HGG, passamos a realizá-los nós mesmos em casa”, escreveu a esposa do paciente, Iraenys Maria Mendes dos Santos. Segundo ela, Vicente respirava melhor e dormia melhor. “Ocorriam menos complicações e além de tudo ainda estava a salvo de infecções hospitalares”, completou.


Fonte: IDTECH






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