Goiânia, 22 de outubro de 2017    




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(10/11/2016) Dia Nacional de Prevenção e Combate a Surdez é lembrado no HGG com palestra

Médica residente da especialidade de otorrinolaringologia, Letícia Ávila, explicou sobre os problemas auditivos mais comuns. Palestra aconteceu no Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) nesta quarta-feira, 9 de novembro

O Dia Nacional de Prevenção e Combate a Surdez, comemorado em novembro, foi criado com o objetivo de levar informação e educação sobre saúde auditiva para a população. Nesta quarta-feira, 9 de novembro, a médica residente da especialidade otorrinolaringologia do Hospital Alberto Rassi – HGG, Letícia Ávila, esteve no Ambulatório de Medicina Avançada (AMA) da unidade explicando sobre os problemas auditivos mais comuns e tirando as dúvidas dos usuários que aguardavam por consulta.

A médica explicou que a perda de audição é uma situação cotidiana, sendo estimado 25 milhões de pessoas com algum tipo de perda no Brasil. “Existem três tipos que são a perda auditiva de condução, a sensorioneural e a mista. Condução é aquela em que apresenta o problema desde o buraco até o osso do ouvido. Ocorre quando há alguma interferência na transmissão do som do ouvido externo até o interno. É bem menos frequente, representa 20% dos casos”.

A maioria, de acordo com a médica, é de pacientes que apresentam a perda auditiva sensorioneural. “Acontece quando o nervo que auxilia na audição apresenta problemas. É mais frequente na velhice, entretanto, ficar exposto a sons e ruídos muito altos por longos períodos de tempo, uso constante de alguns medicamentos, como os remédios em gotas, podem desencadear o problema. Este tipo de perda auditiva não tem cura, mas o uso de aparelhos auditivos é uma solução para quem sofre com o problema”.

Já a perda auditiva mista, é a junção dos outros dois tipos. Letícia explicou que usar equipamentos de proteção no ouvido, no caso de pessoas que trabalham expostas a ruídos frequentes, e excluir o uso do cotonete podem contribuir para a saúde da audição. “Se as pessoas que trabalham expostas a barulhos não usarem a proteção, podem desenvolver lesões nos nervos, o que é irreversível. Além disso, o uso do cotonete não é recomendado. A cera serve de proteção, evitando o acumulo de bactérias, além de hidratar a pele do ouvido. Para aqueles que produzem muita cera, o recomendado é limpar a parte externa do ouvido com a toalha”.

Raquel Silva é mãe de uma menina de cinco anos. Ela explicou para a médica que precisa repetir a mesma frases diversas vezes para a criança, que parece não escutar. “Tenho dúvidas se ela tem problemas de audição ou déficit de atenção”, indagou a doméstica. Letícia respondeu que existem diversos exames que podem detectar se o problema é de audição. “O mais recomendado é a audiometria, que é quando a gente coloca o paciente em uma cabine própria, pede para ele colocar o fone de ouvido, e ai falamos várias palavras em intensidades diferentes para verificar qual o tipo da perda de audição. Mas é essencial que você leve a sua filha para um especialista o quanto antes”.


Fonte: IDTECH






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