Goiânia, 24 de outubro de 2017    




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(08/03/2017) Disfunção sexual feminina é tema de palestra especial do Dia da Mulher no HGG

A médica e terapeuta sexual Sandra Portela falou sobre o assunto na tarde desta terça-feira,7, no Ambulatório da unidade

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher o Hospital Alberto Rassi - HGG, promoveu nesta terça-feira, 7 de março, palestra sobre as principais disfunções sexuais femininas com a médica e terapeuta sexual, Sandra Portela. Semanalmente, palestras sobre diversos temas da saúde acontecem no Ambulatório da unidade e são abertas ao público.

Para iniciar o encontro, Sandra enfatizou que os principais problemas que causam estas disfunções são a falta de desejo da mulher, dor no canal vaginal e falta de lubrificação. Segundo a médica, estes fatores são potencializados pela forma como a sociedade encara e reprime este assunto quando relacionado às mulheres. “Muitas não conseguem ter orgasmos. Outras nunca tiveram. E além de não falarem sobre o assunto, isso vai causando problemas de relacionamento entre o casal, já que quando um tem vontade o outro não. Vai faltando harmonia”.

Sandra ressaltou a importância de se falar em uma vida sexual ativa, uma vez que a própria Organização Mundial da Saúde relaciona o ato à qualidade de vida. “A OMS não avalia a qualidade de vida de uma população levando em conta somente se tem atendimento médico ou não, condições de estudo ou não. Avalia também se existe uma vida sexual ativa, porque quando uma pessoa tem atividade sexual constante há uma melhora na saúde”, pontua.

Hormônios

Respondendo à pergunta da paciente Dalva Felícia, que indagou se a menopausa pode provocar uma disfunção sexual na mulher, Sandra disse que o hormônio que fica deficiente nesta época, quando a mulher envelhece, não pode causar falta de libido. “O que acontece é que, com a falta dele, a vagina fica mais fina e a lubrificação fisiológica é dificultada. Então, a mulher passa a ter desconforto na relação sexual, o que que a faz perder a vontade de se relacionar”, explica.

Polêmico por natureza, o assunto provocou surpresa na dona de casa Sandra Kzan, que disse ter sentido os sintomas mencionados pela médica “durante toda a vida, mas não sabia que era um problema ou algo para ser tratado”, destacou. Imediatamente, Sandra questionou se existe um tratamento e foi tranquilizada pela médica, que confirmou a possibilidade de cura.

Tratamento

A ginecologista explicou que muitas vezes, o esclarecimento de dúvidas e terapias resolvem o problema. “Não existem comprovações quanto a eficácia de remédios caseiros e outros medicamentos. É necessário que a paciente passe por uma avaliação clínica para saber do histórico de vida da pessoa e analisar se há algum trauma que pode estar ligado à sexualidade para que o problema seja resolvido”.

Com objetivo de esclarecer e ajudar no tratamento, o HGG possui um grupo informativo do Núcleo de Orientação Interdisciplinar em Sexualidade (Nois), que realiza encontros, palestras e terapias em grupo para estas pacientes e seus parceiros. “Depois de passar por este grupo informativo eles são encaminhados para terapia individual ou de casal”, finaliza Sandra.


Fonte: IDTECH






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