Goiânia, 23 de abril de 2017    




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(08/03/2017) Idtech e HGG apoiam ação Saúde da Mulher Encarcerada

Ação liderada pelo Ministério Público de Goiás teve sua abertura oficial neste Dia das Mulheres, mas está acontecendo desde ontem, quando atendeu 84 presas

Com o apoio do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech) e Hospital Alberto Rassi – HGG, o Ministério Público de Goiás abriu neste Dia das Mulheres, 8 de março, o projeto Saúde da Mulher Encarcerada, no Complexo Prisional. A ação, que visa atender 100% das presas do Presídio Feminino Consuelo Nasser e Casa de Prisão Provisória (CPP), começou na terça-feira, dia 7, e já atendeu 84 mulheres, com exames de ultrassom, mamografia, aferição de pressão, teste de diabetes e coleta para o exame Papanicolau (prevenção de câncer do colo de útero).

“Quando idealizei a ação, tive a ideia de chamar o Idtech, pois já fizemos projeto semelhante com os portadores de Xeroderma Pigmentoso em Araras e deu muito certo”, destacou o promotor, da 25ª Promotoria de Goiânia, Marcelo Celestino. Segundo ele, o objetivo do projeto é dar atenção à saúde para a mulher em situação de enclausuramento e descobrir quais as doenças mais prevalentes no sistema prisional. “O Complexo não pode ser um depósito de pessoas esperando para cumprir sua pena. Acredito que hoje é um marco no atendimento à saúde aqui”, disse.

De acordo com diretor técnico do HGG, Rafael Nakamura, a unidade hospitalar está com uma equipe de enfermagem auxiliando os trabalhos, em parceria com os médicos do próprio Complexo Prisional. Foram adaptados quatro consultórios no Pronto-Socorro da CPP e também foi alocada uma clínica móvel da saúde da mulher, onde estão sendo realizados os exames de ultrassom e mamografia. “Os casos diagnosticados e que sejam identificados como cirúrgicos, os atendimentos terão continuidade no Hospital Alberto Rassi – HGG. Vamos fazer nosso trabalho do começo ao fim”, explicou.

Esta era uma preocupação de uma das presas, que não pode ser identificada. Ela quer os resultados dos seus exames. Há três anos sob custódia, afirmou que a ação é muito importante, pois o atendimento à saúde só acontece “quando se está passando muito mal”. “Nós estamos muito felizes com o mutirão. Todas querem se cuidar”, contou. O superintendente de Administração Penitenciária, coronel Victor Dragalzew Júnior, disse que o projeto do Ministério Público é um divisor de águas, em que todos estão se esforçando para prevenir situações de risco para a população carcerária. “Temos de ter consciência que estas pessoas vão voltar para a sociedade e precisamos oferecer dignidade”, destacou.

Parcerias

A ação Saúde da Mulher Encarcerada vai acontecer até sexta-feira, dia 10 de março, e deve contemplar cerca de 200 presas. A iniciativa idealizada pelo promotor de Justiça Marcelo Celestino, conta também com a parceria da Superintendência de Administração Penitenciária (Seap) da Secretaria de Segurança Pública e apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Aparecida de Goiânia, Superintendência de Política de Atenção Integral à Saúde (Spais) da Secretaria de Estado de Saúde e da Clínica Móvel Gebramed.



Fonte: IDTECH






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