Goiânia, 21 de julho de 2017    




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(03/09/2007) VII Conferência Municipal de Saúde foi uma das maiores da história

Realizada no Jóquei Clube, a conferência reuniu cerca de 650 delegados, que retiraram propostas para município, Estado e a União.

Com o tema Saúde e qualidade de vida: política de Estado e desenvolvimento, universalidade, integralidade e eqüidade, a VII Conferência Municipal de Saúde reuniu cerca de 650 delegados no Jóquei Clube, na Avenida Anhangüera, Centro, do dia 30 de agosto a 1º de setembro. Promovida pelo Conselho Municipal de Saúde com o apoio do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech), a conferência foi uma das maiores da história, em número de participação de delegados.
O relatório final, com propostas de Goiânia para os gestores municipais, estaduais e federais, será aprovado até o dia 10. O relatório será defendido pelos 68 delegados retirados para a VI Conferência Estadual de Saúde, que se realiza entre 3 e 5 de outubro. Durante a VII Conferência Municipal de Saúde também foram eleitos os 64 novos conselheiros municipais de saúde: metade é composta de representantes de usuários; a outra metade, de representantes de trabalhadores, prestadores de serviços e gestores.
Na avaliação da presidente do Conselho Municipal de Saúde, Albertina de Souza Bernardes, a VII Conferência foi um sucesso em termos de participação dos diferentes segmentos que compõem o Sistema Único de Saúde (SUS): Usuários, trabalhadores, gestores e prestadores de serviços. “Todos estiveram muito bem representados. A presença foi maciça.”
A vice-presidente do Conselho Municipal de Saúde, Ângela Maria Barbosa de Souza, destaca entre as inúmeras propostas aprovadas para a melhoria da assistência e a consolidação do SUS na capital, a ampliação do acesso e maior agilidade no atendimento da rede básica. “Ficou definido que é necessário inclusive que o atendimento assegurado obedeça ao georreferenciamento, ou seja, o usuário seja atendido próximo ao local onde mora.” No que diz respeito à assistência e à reabilitação, foi reivindicada a ampliação das vagas para consultas e tratamentos especializados. “Hoje temos filas virtuais imensas para atendimentos de endocrinologia e ortopedia, por exemplo.”
Na VII Conferência Municipal de Saúde falou-se também sobre as últimas importantes conquistas para os usuários do SUS, embora esses assuntos não figurem na lista de propostas aprovadas (estas se referem às necessidades da Saúde, ou seja, o que ainda precisa ser alcançado). Conforme a vice-presidente do Conselho Municipal de Saúde, dois serviços foram citados pelos participantes: o Teleconsulta e o novo sistema de emissão de vale-exame. “Foi elogiado o fato de não ser mais necessário esperar na porta da unidade para marcar consulta e a facilidade de o usuário já sair da unidade com o exame agendado. A ressalva fica por conta da falta de vagas – é preciso ampliar as consultas disponíveis – e garantir a realização do exame mais próxima do local de moradia do usuário.” Realizada a partir do dia 25 de julho – quando se iniciaram as etapas locais realizadas pelos nove Distritos Sanitários da Secretaria Municipal de Saúde e as plenárias temáticas, promovidas pelas entidades ligadas a oito profissões da Saúde – a VII Conferência Municipal de Saúde reuniu alguns dos maiores estudiosos da Saúde Pública do País. Participaram da conferência como palestrantes Carmem Teixeira, doutora em Saúde Pública da Universidade Federal da Bahia; Gilson de Cássia Marques de Carvalho, especialista, mestre e doutor em Saúde Pública pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, e Rudá Ricci, sociólogo e membro da Executiva Nacional do Fórum Brasil do Orçamento.
Rudá Ricci assinalou que o Brasil precisa ampliar e qualificar melhor o controle social na Saúde, que ele considera o mais importante entre todos os setores. Para reforçar a recomendação, ele cita pesquisa feita pelo Ibope no final do ano passado segundo a qual 75% dos brasileiros afirmaram que seriam corruptos se fossem governantes. “Outra pesquisa, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) de dois anos atrás, mostrou que 42% dos brasileiros não sabe se vivemos numa democracia ou ditadura.” O Conselho Nacional de Saúde foi representado na VII Conferência Municipal de Saúde pelo líder do Movimento de Reintegração da Pessoa Atingida pela Hanseníase (Morhan), o mineiro Eni Carajá Filho.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Idtech






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