Goiânia, 01 de maio de 2017    




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(08/04/2008) Prefeito Iris Rezende inaugura Complexo Regulador

Durante solenidade, prefeito lembrou que Goiânia encontra-se sobrecarregada devido ao reduzido investimento em Saúde por parte do Estado e municípios

Pela primeira vez na história, a rede municipal de saúde de Goiânia assume o controle efetivo do acesso a todos os atendimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no município de Goiânia. Resultado de um processo iniciado em setembro de 2006, a Política Municipal de Regulação dos Serviços de Saúde foi apresentada à população pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) às 8h30 desta terça-feira, dia 8 de abril, quando o prefeito Iris Rezende entregou à população as adequações, a reforma e a ampliação das instalações físicas do Complexo Regulador de Goiânia.

O Complexo Regulador é o resultado da unificação da Central de Atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e da antiga Central de Regulação de Vagas. Sua função é garantir o aproveitamento racional da capacidade de atendimento de urgência ofertado pelas unidades da rede pública (incluindo o Hospital das Clínicas), filantrópica, e privada da capital. Um café da manhã foi oferecido aos convidados.

Além dos representantes do município, estiveram presentes autoridades de saúde do Estado, entre os quais, o superintendente de Controle e Avaliação Técnica de Saúde da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Sílvio Divino de Melo; o gerente de Regulação e Avaliação do órgão, Fausto Jaime, e o diretor-geral do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), Luciano Leão.

Acompanhado do secretário municipal de Saúde, Paulo Rassi, o prefeito lembrou que Goiânia encontra-se sobrecarregada pela demanda de pacientes de municípios do interior, que não investem o porcentual exigido por lei na Saúde, falha observada também em relação ao Estado. “Nós investimos muito mais do que o que é determinado, mas nem assim é suficiente. É preciso que o Estado e os municípios também cumpram com a sua parte.” Iris Rezende assinalou que o Complexo Regulador representa a utilização da tecnologia em favor de uma melhor assistência ao cidadão. “Estamos buscando, com esse serviço, um atendimento com conforto, dignidade rapidez e qualidade.”

Mais ágil
De fato, a atuação do Complexo Regulador faz com que o atendimento pré-hospitalar seja mais ágil, assegurando que o paciente – socorrido pelo Samu ou atendido nos serviços de emergência dos Cais e Ciams – encontre o hospital onde deverá ser internado pronto para recebê-lo. O Complexo Regulador também torna mais segura a movimentação do paciente na rede. É ele quem faz a busca de vagas para que o doente que precisa ser transferido saia da unidade de origem já com a vaga assegurada no hospital para o qual foi encaminhado. O objetivo principal é a redução do risco de seqüelas e/ou morte, desde o atendimento inicial até a internação do usuário. Por dia são 336 internações, o que totaliza 10,5 mil mês.

Outra novidade é que a regulação no atendimento de urgência deixou de ser feita sobre as vagas, passando a ser executada a partir dos leitos, que agora têm monitoramento informatizado, via e-mail. As internações e altas passarão a ser monitoradas pelos médicos reguladores em tempo real. Um software se comunicará com os hospitais permitindo que sejam visualizados na tela dos computadores do Complexo Regulador todos os leitos contratados: os que estão disponíveis e os ocupados, por especialidade e sexo.

Consultas especializadas
Além de fazer a regulação das internações de urgência e emergência, o complexo é responsável pelo gerenciamento de vagas para consultas de especialidades. São consultas que podem ser programadas (eletivas) e que estão disponíveis na rede para usuários de Goiânia e de municípios pactuados (que fizeram contratos com a capital para prestação desse atendimento aos seus munícipes). Para chegar à consulta especializada é necessário que o usuário passe, antes, pela consulta básica (com clínico-geral, ginecologista e obstetra ou pediatra).

Em Goiânia, a comunicação com o complexo cabe às unidades básicas de saúde. Elas informam via e-mail as especialidades e o número de consultas de que necessitam. Também digitalmente, o Complexo Regulador disponibiliza uma grade que a unidade preenche com os dados dos usuários. No interior, cada município pactuado tem um representante que faz a interlocução com o Complexo Regulador. Esse representante visita regularmente o complexo e faz o agendamento presencial. O Complexo Regulador tem agendado uma média de 13 mil consultas especializadas por mês.


Estruturação
O Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech) é parceiro da Secretaria Municipal de Saúde na instalação e no gerenciamento do Complexo Regulador. O Idtech providenciou a readequação das instalações físicas, a compra de mobiliário e a contratação de pessoal.

Para realizar o trabalho da antiga Central de Regulação de Vagas, são 32 agentes de atendimento nos períodos matutino e vespertino e 16 nos turnos da noite e madrugada, além de três médicos reguladores. Para executar as tarefas que antes cabiam à Central de Atendimento do Samu, são seis agentes de atendimento em cada turno e outros três médicos reguladores.

A Secretaria Municipal de Saúde ficou responsável pela aquisição de equipamentos e a Companhia de Processamento de Dados do Município de Goiânia (Comdata) desenvolveu os novos sistemas informatizados introduzidos na rotina de trabalho do complexo.
Com a instalação oficial do Complexo Regulador efetiva-se o ciclo da Política Municipal de Regulação. Seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde, que tem na regulação uma prioridade absoluta, a SMS regulará desde a assistência básica – consultas e exames – até o procedimento final, mais complexo, que pode ser um tratamento de alto custo ou uma cirurgia.

A reorganização e informatização de todo o processo de regulação, faz com que a rede municipal tenha um mapa fiel da sua capacidade de atendimento e possa dispor dessa capacidade de acordo com os princípios fundamentais (ou doutrinários) que regem o SUS (a integralidade, a gratuidade e a eqüidade), sem esquecer os princípios organizacionais do sistema, que são a descentralização e a hierarquização e a regionalização.

Como funciona, na prática, o Complexo Regulador:

Para entender como funciona o Complexo Regulador é preciso saber que, em agosto de 2007, por força do termo de ajustamento de conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público Estadual, as Secretarias Estadual e Municipal de Saúde, os hospitais de Urgência de Goiânia (Hugo), Materno-Infantil (HMI), das Clínicas (HC) e de Doenças Tropicais (HDT) passaram a ser Unidades de Urgência e Emergência Referencidadas (UERs). Suas portas de entrada e saída passaram a ser controladas pelo Complexo Regulador, que funciona da seguinte forma:

1 - Pacientes atendidos na rede básica (Cais, Ciams e centros de saúde) passam por um Protocolo de Regulação de Acesso. Se o estado do paciente é considerado de baixa complexidade ele é atendido na própria unidade.

2 - Se o caso do paciente é grave e ele precisa ser encaminhado, primeiro a unidade entra em contato com o Complexo Regulador, onde um médico define, de acordo com os protocolos estabelecidos, qual será o destino do paciente O hospital escolhido será o mais adequado ao atendimento, que tenha vaga no momento.

3 - Se o perfil do paciente enquadra-se no atendimento prestado pelo Hugo, HMI ou HDT, o Complexo Regulador entra em contato com o Núcleo Interno de Regulação (NIR) do hospital escolhido. Os NIRs controlam o acesso às UERs. São eles que preparam a unidade para receber o paciente e que registram sua saída, por alta ou encaminhamento.

4 - Na UER, o paciente passa pelo Sistema de Acolhimento e Avaliação de Classificação de Risco, onde será classificado conforme o grau de gravidade e não por ordem de chegada.
VERMELHO – Alta prioridade. Atendimento imediato
AMARELO – Média prioridade. Atendimento em até 15 minutos
VERDE – Baixa prioridade. Pode aguardar.
AZUL – Eletivo. Pode marcar uma consulta posterior.

5 - Se o paciente é socorrido pelo resgate móvel, a equipe entra em contado com o Complexo Regulador que define o melhor hospital para atender o paciente (que pode ser uma UER ou unidade contratada). Os pacientes que possuem plano de saúde podem ser encaminhados a um serviço referenciado, se assim desejarem.

6 - Quando o paciente procura as UERs por conta própria, passa pelo Sistema de Avaliação e Classificação de Risco. Quando o caso é considerado de baixa complexidade, ele é encaminhado a uma unidade básica. Aqueles que insistem em aguardar são informados que a prioridade é para pacientes mais graves.

7 - Pacientes de outras cidades que chegam às UERs de resgate móvel também passam pela classificação de risco.

Consulta eletiva

1 - O paciente de Goiânia faz a primeira consulta na unidade básica, utilizando, para o agendamento, a Central de Atendimento ao Cidadão – Teleconsulta. Se o médico que o atendeu considerar necessário ele é encaminhado para um especialista.

2 - A unidade solicita a vaga ao Complexo Regulador por telefone

3 - O Complexo Regulador disponibiliza a consulta de acordo com as vagas disponíveis. A própria unidade se encarrega de informar ao paciente o dia, horário e local da sua consulta.

4 - No caso de municípios pactuados, a interlocução com o Complexo Regulador é feita pelo representante municipal. O agendamento é presencial.

Fonte: Assessoria de Imprensa do Idtech






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