Goiânia, 21 de agosto de 2017    




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(17/11/2009) Faculdade de Medicina da UFG alerta população sobre DPOC

Governo não disponibiliza os medicamentos necessários ao tratamento. Em Aparecida de Goiânia, data será lembrada com atividade na Praça da Matriz

O Dia Mundial da DPOC (Doença pulmonar Obstrutiva Crônica), comemorado em 18 de novembro, chama a atenção para a doença quem tem alto impacto na qualidade de vida dos portadores. Hoje, no Brasil, o número de doentes é de cerca de 7 milhões. Classificada como a 6ª causa de óbito no mundo e a 5ª no Brasil, a DPOC está atrás somente de infarto do miocárdio, câncer, acidente vascular cerebral e violência, como acidentes e homicídios. No país, é a doença que apresentou o maior aumento percentual de mortalidade nos últimos 20 anos, chegando ao índice de crescimento de 301%.
Para alertar a população sobre as formas de prevenção da DPOC a Universidade Federal de Goiás, por meio da Faculdade de Medicina e da Liga de Pulmão, realiza entre 9 e 15 horas desta quarta-feira, dia 18 de novembro, na Praça da Matriz de Aparecida de Goiânia, na região central da cidade, um dia de conscientização, com o repasse de orientações à comunidade por pneumologistas e médicos residentes da área e a realização de exames de espirometria.
O prefeito Maguito Vilela supervisionará os trabalhos às 10 horas. A atividade tem o apoio da Sociedade Goiana de Pneumologia, Projeto Rondon® Goiás, Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech) e da Secretaria da Saúde da Prefeitura Municipal de Aparecida de Goiânia.
O coordenador da atividade, o pneumologista e professor da Faculdade de Medicina da UFG, Marcelo Fouad Rabahi, explica que será montada uma tenda na praça onde os médicos pneumologistas e alunos da Liga do Pulmão prestarão esclarecimentos à população. Quem apresentar sintomas de DPOC será encaminhado para o exame de espirometria a ser realizado ali mesmo. Como cada exame demora em média 40 minutos, estão previstos 50 exames.





SBPT ressalta risco de cardiopatia e hipertensão em doentes com DPOC

A DPOC é caracterizada pela associação da inflamação brônquica (bronquite) e da destruição alveolar (enfisema) e pode ser considerada como uma doença sistêmica, uma vez que, alem das alterações nos pulmões, o portador pode desenvolver cardiopatias, hipertensão arterial, diabetes, asma, osteoporose, entre outras.
Além dos prejuízos na qualidade de vida, o paciente sofre com o alto custo do tratamento. “Quando a doença progride, é altamente incapacitante. A pessoa acaba dependendo de cuidadores e não tem condição de trabalhar. O impacto socioeconômico é muito grande, porque é uma doença longa e que custa caro”, afirma o Alberto Cukier, coordenador da Comissão de DPOC da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).
O tratamento não é disponibilizado pelo governo federal. Apenas alguns estados, como São Paulo, têm protocolos de atendimento que incluem o tratamento necessário.
“As pessoas têm limitações e, muitas vezes, acabam não tendo o tratamento no momento que precisam e podem desenvolver maior falta de ar”, comenta Cukier.
A região nordeste também já dispõe de distribuição de medicamentos para a DPOC, distribuídos com recursos dos estados, da mesma forma como acontece no Distrito Federal e Espírito Santo.
“Alem de medicamentos é necessário que os estados invistam no diagnóstico da DPOC, o que não ocorre. Existem, hoje, poucos centros em todo o Brasil habilitados para a realização deste diagnóstico”, alerta Fernando Lundgren, diretor de defesa profissional da SBPT.
Segundo ele, é importante que a população seja informada da necessidade de conhecer a medida de sua função respiratória. “A medida do VEF1 tem valor prognóstico para várias doenças. Nos estados, poucos centros oferecem a realização deste exame pelo SUS”.
Outra medida de suma importância é que a população se atende às campanhas antitabagismo, já que a maior parte dos casos de DPOC – entre 80 e 85% - está relacionada ao cigarro e, portanto, poderia ser evitada. Para a prevenção é importante a realização anual do exame de espirometria, que permite o diagnóstico precoce, principalmente em adultos fumantes acima de 40 anos de idade.



Tratamento deve ser precoce



Vale ressaltar que se trata de uma doença progressiva: seu início pode ser falta de ar para andar em locais planos e, nos estágios finais, o paciente já nem consegue tomar banho ou trocar de roupa sem ajuda de outra pessoa. Ocorre a partir dos 40 anos, apresentando sintomas como tosse, muitas vezes com catarro, e falta de ar.
“O tratamento não é curativo, mas pode evitar a evolução da DPOC e diminuir os sintomas”, afirma Alberto Cukier. Os resultados são melhores se o diagnóstico e início do tratamento são realizados precocemente.

Fonte: ASCOM/IDTECH





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