Goiânia, 22 de novembro de 2017    




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(15/04/2010) Médicos especialistas elogiam instalações do AME

Atuando em Cais e outras unidades de saúde, onde a estrutura é precária e a demanda gigantesca, com filas e muita pressão dos usuários, especialistas dizem que o ambulatório é o outro extremo

Para atender os pacientes que recebe no consultório público, a otorrinolaringologista Priscilla Monteiro Batista Alves, 39, leva material do seu consultório particular. A reposição dos estoques de material na unidade sempre demora. Já o oncologista Hilton Piccelli fica angustiado com a dificuldade enfrentada no encaminhamento dos pacientes com diagnóstico do câncer. Robson Nunes, 32, dermatologista, considera as condições do seu consultório no ambulatório do Pronto-Socorro Municipal até boas. “O problema é a grande demanda. O corredor fica intransitável.”

Estas foram algumas das queixas ouvidas no final da tarde desta quarta-feira, dia 14 de abril, em reunião com médicos especialistas da rede municipal de saúde de Aparecida de Goiânia, realizada no prédio do Ambulatório Médico Especializado (AME). Os médicos estiveram na unidade para conhecer as instalações e ouvir do secretário municipal de Saúde, Rafael Nakamura, e da coordenadora técnica do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech), Maria Aparecida Sardinha, explicações sobre o funcionamento deste e de outros dois serviços que a prefeitura vai inaugurar até o final do mês: a Central de Atendimento ao Cidadão – Teleconsulta e a Central de Regulação (Pró-REG).

Os médicos elogiaram as instalações que o dermatologista Robson Nunes classificou como o outro extremo da atual situação dos Cais e demais unidades de saúde. “O prédio ficou muito bom!” Mas mostraram certa desconfiança. “Espero que o funcionamento seja compatível.” Alguns aproveitaram para fazer reivindicações. “O número de consultas que atendemos hoje nos Cais será o mesmo? A quantidade nos impede de manter a qualidade do trabalho”, assinalou Priscilla Alves. “Também precisamos de um abastecimento mais regular de materiais.”

O secretário Rafael Nakamura assinalou que as perspectivas são as melhores. Ele destacou a qualidade das instalações e a seriedade do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech), parceiro da SMS na elaboração dos projetos e na estruturação e gerenciamento dos serviços. Nakamura frisou que o contrato de gestão com uma organização social, mais ágil e menos burocrática, vai sepultar a morosidade das licitações do serviço público, que emperram o abastecimento das unidades de saúde. Ele ressaltou ainda as inúmeras vantagens oferecidas pela informatização da agenda. Mas cobrou a colaboração dos médicos.

“De nada adiantará o paciente se encantar com as instalações e entrar no consultório e encontrar um profissional com a mentalidade do Cais”, sentenciou fazendo referência à importância de uma anamnese bem feita e de um exame cuidadoso. Sobre o encaminhamento dos pacientes de oncologia para tratamento, o secretário anunciou que o Ministério da Saúde liberou verbas para a estruturação de uma Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) no município. Enquanto isso, os tratamentos serão feitos por meio de pactuação com Goiânia, mas agora, com um acompanhamento mais rigoroso e maior controle, o que será viabilizado pelo Pró-REG.

Além de Maria e Aparecida Sardinha e Rafael Nakamura, recepcionaram os médicos a superintendente da Rede Hospitalar de Aparecida, Márcia Gasparini Canuto, a coordenadora médica da SMS, Marcela Rezende e os coordenadores executivo e administrativo e financeiro do Idtech, José Cláudio Romero e Lúcio Dias Nascimento. O presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás (Simego), Leonardo Reis, acompanhou a abertura da reunião, mas teve de se ausentar por causa de um compromisso.


Fonte: IDTECH






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