Goiânia, 12 de dezembro de 2017    




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(07/06/2010) Pesquisa aponta índice de aprovação de 81,2% para o Teleconsulta

O Instituto Fortiori foi a campo entre os dias 18 e 19 de maio aferir o índice de satisfação dos usuários de 19 Cais e Ciams com o Teleconsulta. Dos 600 entrevistados, 97,7% disseram ter sido atendidos com educação e 71,6% marcaram a consulta onde queriam

Enquanto a maior parte dos serviços de Saúde - sejam eles federais, estaduais ou municipais – padecem vítimas das críticas dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e recebem classificação que nunca passa do nível regular, ilhas de excelência despontam dentro do Sistema, com aprovação máxima da população. Em Goiânia, um exemplo que ilustra isso é a Central de Atendimento ao Cidadão – Teleconsulta. Projetado, estruturado e gerenciado pelo Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech) por meio de contrato de gestão com a Secretaria Municipal de Saúde, o serviço faz o agendamento de consultas por telefone para usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) na capital.

Pesquisa realizada pelo Instituto Fortiori com 600 usuários de 19 Centros de Atendimento Integral à Saúde (Cais) e Centros Integrados de Atendimento Médico-Sanitário (Ciams) aponta que 81,2% aprovam o Teleconsulta. Tem sido assim desde que a Central foi inaugurada, em agosto de 2006. O resultado desta pesquisa reafirma os índices apurados em outras duas feitas pelo mesmo Instituto, em 2007 e 2008, quando o Teleconsulta obteve preferência em relação ao sistema de agendamento presencial de 84,2% e 71,1% e classificação ótima e boa de 71,3% e 56,4%.

Com menos de quatro anos de existência, o Teleconsulta é referência para o Ministério da Saúde e tem angariado prêmios pela qualidade do atendimento que presta. Em 2009, o serviço foi selecionado para ser apresentado no 2º Seminário Nacional de Humanização -“Trocando experiências. Aprimorando o SUS”. Realizado pelo Ministério da Saúde em Brasília (DF), o evento teve como objetivo reunir e dar visibilidade às iniciativas bem-sucedidas na área de humanização e discutir sua capacidade transformadora das práticas de saúde e de gestão.

Em 2010, por ter viabilizado o agendamento da primeira consulta pós-parto de mães e bebês atendidos em maternidades públicas e conveniadas com o SUS já na primeira semana de vida do recém-nascido – serviço que presta de forma integrada ao Projeto Nascer Cidadão, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) – o Teleconsulta ficou entre os semifinalistas da 3ª edição do Prêmio ODM Brasil. Promovido pelo governo federal, o Prêmio incentiva ações, programas e projetos que contribuem efetivamente para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e conta com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

O Teleconsulta tem despontado mesmo entre organizações privadas como o Instituto Ethos, que selecionou a Central para participar da Mostra de Tecnologias Sustentáveis 2010, realizada no Hotel Transamérica em São Paulo entre os dias 11 e 14 de maio. O Teleconsulta foi o único projeto de Goiás presente à Mostra, que reuniu 38 expositores, selecionados pelo comitê curador da mostra, constituído por onze entidades, o Conselho Brasileiro da Construção Sustentável (CBCS) e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). O evento reuniu 1,7 mil participantes e cerca de 80 palestrantes de 12 países.

O alto índice de aprovação do Teleconsulta na pesquisa Fortiori se deve a alguns fatores que demonstram o quanto o Teleconsulta democratizou o acesso às consultas básicas não-emergenciais de clínica médica, ginecologia e obstetrícia e pediatria. Entre os usuários que estão muito satisfeitos com o serviço, os principais motivos para a aprovação foram a agilidade do atendimento (14,2%) e o fato de que sempre é possível o agendamento (9,6%). A situação era inimaginável antes da implantação do teleagendamento, quando a distribuição das vagas era feita por senhas e tinha um controle manual e precário, muito pouco confiável.

A pesquisa demonstrou que a fila de madrugada, a principal queixa dos usuários antes da criação do Teleconsulta é mesmo coisa do passado. Somente 4,3% dos usuários apontaram a ausência de fila como motivo de satisfação com o teleagendamento. Quase 70% dos entrevistados afirmaram que conseguiram falar com facilidade no Teleconsulta. Vinte e sete por cento relataram ter enfrentado dificuldade para falar no serviço.

Na avaliação da Coordenação Técnica do Teleconsulta, o porcentual representativo se deve à cultura que prevalece apesar de o serviço já estar em funcionamento há praticamente quatro anos. Embora o Teleconsulta funcione das 7 às 19 horas, todos os dias da semana, incluindo sábados, domingos e feriados, grande parte dos usuários ainda prefere ligar pela manhã, entre 7 e 10 horas, entre segunda e quarta-feira. A partir de quinta-feira o número de ligações começa a cair chegando a níveis baixíssimos nos finais de semana. O mesmo ocorre nos feriados.

Esse hábito tem persistido apesar de todo esforço feito no sentido de orientar a população. Foram distribuídos cartazes, cartilhas do usuário e feita propaganda no rádio, televisão e jornal. Todas as lideranças comunitárias e presidentes dos conselhos locais de saúde foram convidados a visitar a central para que pudessem multiplicar as informações sobre seu funcionamento. Também estiveram no Teleconsulta vereadores, jornalistas, deputados e outros formadores de opinião.

A pesquisa aferiu a qualidade do atendimento prestado pelo Teleconsulta também por outros indicadores: 52,5% dos entrevistados conseguiram agendar suas consultas na primeira vez. Juntando aqueles que só precisaram de duas tentativas, o porcentual sobe para 70,7%. Somente 9,2% afirmaram ter ligado três vezes. Dezenove por cento tiveram de tentar mais de três vezes. O índice que se equipara ao de usuários que tiveram dificuldade de falar na Central.

Se mais da metade relata facilidade para falar e agendar, é possível que a dificuldade decorra muito mais do uso inadequado do serviço – escolha dos dias e horários e a insistência nas ligações em horário de pico. A Assessoria de Tecnologia de Informação do Idtech, que desenvolveu o software utilizado pelo Teleconsulta, explica que a insistência em ligar quando o telefone dá ocupado só piora o quadro. O correto é deixar para ligar uma hora ou mais depois. No entanto, o fato de o usuário ter de ligar mais de uma vez para agendar sua consulta é plenamente aceitável se for considerado que o Teleconsulta trabalha com consultas eletivas, que podem ser programadas. Além disso, a pesquisa Fortiori mostrou que 71,6% dos usuários agendaram a consulta onde desejavam.

Outro índice surpreendente foi o de satisfação com o atendimento prestado pelos trabalhadores que atendem as ligações: 97,7% disseram ter sido tratados com educação. Tratando-se de um contact center, o desempenho impressiona, mas é facilmente justificável em razão do rigor com que são selecionados e treinados os agentes de atendimento que atuam no Teleconsulta. Eles são monitorados o tempo todo. Supervisores permanecem em tempo integral na Central acompanhando o trabalho e as ligações são gravadas. Também contribui para a qualidade do tratamento dispensado ao usuário a presença de médicos e enfermeiros também em tempo integral no Teleconsulta.

Em contrapartida, o Idtech mantém uma política de valorização dos seus colaboradores e mantém um calendário anual de atividades motivacionais. O Instituto respeita integralmente a legislação trabalhista, dispondo de ambientes de trabalho ergonomicamente adaptados e climatizados, com equipamentos de última geração e manutenção e conservação rigorosa; adota a licença-maternidade de 180 dias; concede licença-adoção, incluindo neste benefício casais em união estável e homoafetiva; e mantém um cronograma anual de atividades motivacionais.

Baixe o release em anexo com os gráficos da pesquisa.


Fonte: IDTECH








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