Goiânia, 29 de maio de 2017    




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(12/11/2010) Alunos do CIT recebem certificados na presença de Milton Gonçalves

Ator que esteve em Goiânia para ser homenageado no encerramento do FestCine prestigiou a formatura da primeira turma do Centro de Inclusão Digital do Trabalhador, que prioriza jovens negros e de baixa renda

Em uma tarde de festa, com direito a apresentação do grupo de capoeira dos Jardins do Cerrado e Mundo Novo, e a presença de representantes de várias comunidades e movimentos que lutam pela igualdade social e racial, foram entregues nesta quarta-feira, dia 10 de novembro, os certificados aos 13 formandos da primeira turma do Centro de Inclusão Digital do Trabalhador (CIT). A solenidade foi realizada no auditório do Procon Goiânia, no Centro, onde está instalada a escola, que é fruto de parceria entre o órgão, o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech) e a Assessoria Especial de Políticas para a Igualdade Racial. O ator Milton Gonçalves, um dos mais atuantes membros do movimento negro do País, foi convidado de honra do evento.

Milton foi recebido na porta do Procon pelas crianças e adolescentes do grupo de capoeira. Ao som dos atabaques e berimbaus, eles chamaram a atenção de quem passava pela rua por sua destreza de movimentos. Mostraram toda a habilidade adquirida nas aulas do professor Cláudio Francisco dentro do Projeto de Trabalho Técnico Social (PTTS), desenvolvido pelo Idtech em empreendimentos da Prefeitura de Goiânia para beneficiar famílias removidas de áreas de preservação e posse ou moram de aluguel ou em casas cedidas. Atendendo solicitação do professor, Milton chamou as crianças e disse a elas algumas palavras de incentivo. “Sejam sempre respeitadoras e usem sua habilidade com respeito ao outro, nunca para agredir ninguém.”

O auditório ficou lotado e presenças como as de Regina Célia de Freitas, líder da Comunidade Cigana, e de Ifá, Babá Ijakemi Ti Obalá Ile Axê Mogadi Ifá, sacerdote de Culto Africano Tradicional, chamaram atenção dos convidados. O assessor especial de Políticas para a Igualdade Racial, José Eduardo da Silva Batista, agradeceu a presença de Milton Gonçalves e lembrou o objetivo principal do CIT, que é capacitar jovens trabalhadores de 16 a 25 anos, principalmente negros, para o primeiro emprego. José Alício Mesquita, diretor do Procon Goiânia, parabenizou os formandos e desejou-lhes sucesso no mercado de trabalho. Também fizeram parte da mesa, Silton Heleno Carvalho Fernandes, da Dataprev-GO, Maria Aparecida Sardinha, coordenadora técnica do Idtech, e Leopoldo da Veiga Jardim, da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás.

O discurso mais esperado e mais longo foi de Milton Gonçalves. Ele contou a sua história, de migrante mineiro, negro em terras paulistas numa época de discriminação violenta. Lembrou-se que um dia, recém-chegado a São Paulo, estava caminhando pela Avenida Paulista, um dos nichos do poder econômico local, e um guarda lhe parou para perguntar o que estava fazendo ali. Milton se lembra que, ao andar pela rua, aprendeu a reduzir o passo se tinha alguma pessoa caminhando à sua frente, e andar mais ligeiro, se vinha alguém atrás, justamente buscando se afastar, em função da apreensão que gerava pela sua cor.

Muitas décadas depois, o ator diz que pouco ou quase nada mudou. “Meu filho Maurício Gonçalves, que também é ator, e amigos dele, que são negros, têm a mesma sensação. Há uns três anos, Maurício estava gravando em São Paulo e percebeu que uma senhora com quem sempre cruzava a caminho do trabalho atravessava a rua toda vez que o via. Um dia, em protesto, se antecipou e cruzou a rua correndo e gritando que ela queria assaltá-lo. ” Com 45 anos de Rede Globo, Milton assinalou que sempre procurou, por meio de seu trabalho, brigar contra o preconceito. “Defendo a inserção sem humilhação e propostas como estas do CIT, que estimulam os jovens a dar um passo à frente, são louváveis e têm todo o meu apoio.”

Andreia Luiza dos Santos Souza, de 16 anos, moradora do Residencial Buena Vista, uma das formandas, comemorava esperançosa a obtenção do certificado. Ela conta que já perdeu oportunidades de trabalho por falta de formação na área. Agora, poderá reforçar seu currículo e espera conseguir o tão esperado primeiro emprego. “Nunca trabalhei, mas ter uma renda me faz muita falta. Espero agora ter essa oportunidade.” Mais duas turmas com dez vagas cada começaram as aulas na segunda-feira, no CIT. Com carga horária de 40 horas, os cursos incluem Windows, editores de texto, de planilhas e de apresentação, o uso de e-mail e digitação. Os alunos que mais se destacam têm seus currículos encaminhados à Gerência de Pessoal do Idtech e às empresas parceiras do CIT.


Fonte: IDTECH








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