Goiânia, 18 de agosto de 2017    




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(22/12/2010) Doentes mentais e meninas de abrigo recebem doações da Campanha do Brinquedo

Em razão da carência das duas instituições – Instituto Batuíra e casa Talitha Kum, ambas localizadas no Jardim Goiás – foram entregues também peças de roupas que restaram da Campanha do Agasalho. Doações foram entregues nesta terça-feira

A Campanha do Brinquedo beneficiou na tarde desta terça-feira, dia 21 de dezembro, o Instituto Batuíra, de Saúde Mental, e a casa Talitha kum, que acolhe meninas em situação de rua e, quando necessário, seus filhos. Em função da carência das duas instituições, ambas situadas no Jardim Goiás, foram doadas peças de roupas, além de brinquedos.
O Instituto Espírita Batuíra de Saúde Mental foi fundado em 1949, com o nome Sanatório Espírita Batuíra, por um grupo de pessoas espíritas que pretendia desenvolver atividades assistenciais a mulheres portadoras de desequilíbrio mental. Durante quase quarenta anos a instituição se manteve apenas com o auxilio dos sócios e pessoas da comunidade. Com caráter asilar, prestava assistência inteiramente gratuita a uma parcela bastante carente da comunidade local e de outras cidades. Em 1986, após enfrentar dificuldades financeiras, os diretores decidiram firmar convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS). Neste período já era estendido o atendimento também a homens.

Atualmente são 77 leitos para internação que estão permanentemente ocupados, em sua totalidade com pacientes do SUS, que se revezam por períodos de internação de acordo com a determinação médica. Uma senhora, de 93 anos, é a única que reside no local. No Instituto são atendidos casos de transtornos mentais e alcoolismo. Usuários de drogas só são internados lá se manifestam algum transtorno mental. A doença mais freqüente entre os homens é o alcoolismo e entre as mulheres, esquizofrenia e transtorno bipolar do humor.

A instituição enfrenta dificuldades para se manter em funcionamento porque os recursos são escassos e as despesas, altas. Por dia são servidas, por exemplo, 650 refeições para pacientes e funcionários. As roupas doadas serão repassadas aos pacientes e os brinquedos, em sua maioria jogos e bolas, serão utilizados nas sessões de terapia ocupacional e atividades lúdicas. A administradora Nívea Haas agradeceu muito as doações e a presença dos colaboradores do Idtech.

Acompanharam a entrega, a gerente de Serviço Social, Sandra Costa; Andressa Petrilla Rodrigues Martins, de 24 anos, e Edna Rodrigues Nunes, de 30, ambas agentes de atendimento do Teleconsulta de Goiânia, e Leonardo Ferreira da Cruz, de 31 anos, agente de atendimento do Complexo Regulador.

A visita rendeu frutos. Sensibilizada com as carências da Instituição, Andressa Petrilla, que é fisioterapeuta, ofereceu-se para trabalhar como voluntária. Ela pretende utilizar seus conhecimentos para ajudar a melhorar a qualidade de vida dos pacientes, ensinando-os exercícios que os ajudem na postura, respiração e deglutição (alguns têm esse tipo de dificuldade).

Do Instituto Batuíra, os colaboradores se dirigiram a casa Talitha Kum. Ligada à Igreja Católica, a unidade é coordenada por freiras Passionistas e recebe meninas de 12 a 26 anos encaminhadas por instituições como o SOS Criança e o Juizado da Infância e Adolescência. Lá elas têm moradia garantida sob supervisão de educadores sociais para se reintegrarem à sociedade.

A casa, que se parece com uma residência comum e tem capacidade para até 12 hóspedes, dispõe de biblioteca, oficina de costura e trabalhos artesanais, laboratório de informática, brinquedoteca, quadra, piscina infantil e horta. Atualmente, é ocupada por três meninas e os filhos de duas delas, totalizando cinco hóspedes. A manutenção das despesas é feita com doações.

A garota T., de 18 anos, é uma das moradoras. Ela viveu até os 11 anos no Abrigo Sol Nascente, do Juizado da Infância, e aos 12 anos foi morar na casa Thalita Kum, mas fugiu e foi viver na rua, onde começou a usar drogas e engravidou do único filho, hoje com 4 anos. Aos dois meses de gestação, ela voltou para o abrigo e saiu quando o menino tinha oito meses, para viver com o pai dele. Mas acabou de volta na rua e para as drogas.

Seu filho foi levado para Portugal, pela avó paterna, onde permaneceu por um ano e três meses. Neste meio tempo, T. se internou e conseguiu parar de usar entorpecentes, voltando à casa Thalita Kum, onde está há três anos ininterruptos. Hoje ela só pensa em concluir os estudos e os cursos de assistente administrativo e informática para começar a trabalhar. Também está fazendo um curso de inglês e seu sonho é ter uma casa própria para ela e o filho. Exemplos como esse fazem parte da rotina da casa Talitha Kum, que agradeceu muito as doações feitas pelo Idtech.


Fonte: IDTECH








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