Goiânia, 25 de abril de 2017    




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(29/09/2011) Equipe do Idtech participa de palestra sobre organizações sociais

A convite da Secretaria de Saúde do Estado, o presidente da comissão de contratos de gestão na Saúde do governo de São Paulo, Wladimir Taborda, esclareceu sobre o modelo, que considera consolidado no País

O Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech) marcou presença na palestra sobre “Novas Tendências em Saúde Pública: Cenário Atual das Organizações Sociais de Saúde no Brasil”, nesta quinta-feira, 29 de setembro. O presidente da Comissão de Avaliação da Execução de Contratos de Gestão com Organizações Sociais de Saúde do Estado de São Paulo, Wladimir Taborda, foi convidado pela Secretaria de Saúde de Goiás para mostrar como o novo modelo de gestão está apresentando resultados no Brasil.

“Não é uma experiência, mas sim um modelo de gestão”, disse Taborda, que considera as parcerias com as organizações sociais uma fórmula para garantir avanços na rede pública. Ele explicou que o crescimento de renda da população não é proporcional aos indicadores de saúde. “Temos condições econômicas, mas não temos resultados na saúde.” Segundo ele, a proposta do SUS em dar assistência a todos é ousada, mas para atingir este objetivo é preciso aumentar os valores dos repasses “sem criar mais nenhum imposto”. Taborda Defendeu no repasse de 10% do Produto Interno Bruto (PIB).

Em São Paulo, o modelo de gestão já existe há 13 anos. “As organizações sociais conseguem investir o dinheiro de forma mais efetiva”, avalia. Segundo ele, os hospitais que precisam comprar pela lei da licitação são os piores administrativamente. “Sabemos que existem cartéis organizados que impugnam qualquer edital e uma compra pode demorar anos”, revela. O palestrante destacou também que as OS são de direito privado.

As organizações sociais têm um modelo perfeitamente legal. “Não é necessário fazer licitação para contratar uma OS. É um chamamento público que tem critérios de seleção. Não é pelo menor preço”, esclarece. Os executivos e demais funcionários recebem um salário; já os conselheiros que compõe a entidade não podem ter renumeração. As entidades precisam comprovar sua eficiência. Após a contratação, cabe ao poder público fiscalizar, juntamente com os órgãos de controle e sociedade. E do outro lado, a OS deve municiar não só o governo, mas toda a população com dados transparentes. Taborda citou inclusive a prestação de contas na internet, assim como o Idtech vem fazendo.

Para Taborda, o ganho em produtividade no hospital quando a gestão é feita por uma OS é de 30%. A equipe passa a trabalhar a partir de uma proposta voltada para a qualidade do atendimento, “o que faz toda a diferença, porque o paciente quer olho no olho”, explica. O segredo das OS está mesmo nos recursos humanos. Como podem oferecer gratificações e incentivos, há como premiar de acordo com a meritocracia. “Quando cinco não trabalham causam constrangimento nos que trabalham, o que não pode acontecer”, disse.

Quando um hospital começa a ser gerido por uma OS o ambiente muda muito, porque precisa demonstrar resultados. “Mantém os funcionários, mas pelo menos 30% pedem para sair.” Em compensação, quem fica, trabalha em um ambiente profissional e qualificado. “É essa capacidade de gerenciar os recursos humanos que faz a diferença em uma gestão privada”. Ele lembrou que “o dinheiro continua público, o prédio é público e a entidade é como se fosse o gerente. Caso cometa algum erro administrativo ou não cumpra as metas, pode ser trocado.” Taborda ressaltou ainda que 60% das unidades de saúde que atendem pelo SUS são instituições privadas, que não passam pela metade do controle que as organizações sociais têm de passar.


Fonte: IDTECH






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