Goiânia, 27 de abril de 2017    




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(26/03/2012) Moradores de rua são atendidos por voluntários do Projeto Rondon® Goiás

Mutirão da Acolhida nos dias 23 e 24 de março recebeu o apoio dos rondonistas, acadêmicos de medicina da UFG, e do Idtech.Instituto levou inclusão digital ao evento

Os moradores de rua que passaram pelo Mutirão da Acolhida, na Praça Matriz de Campinas, evento promovido pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Goiânia (Semas), tiveram também o atendimento dos voluntários do Projeto Rondon® Goiás nos dias 23 e 24 de março. O grupo de 40 acadêmicos de medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG) fez uma campanha de combate à tuberculose, doença que chega a ser 60 vezes mais prevalente nesta população do que na população em geral.

A campanha de prevenção contemplou o repasse de informações sobre a doença, o preenchimento de questionários de triagem sintomatológica e a coleta de material para exames de baciloscopia em pessoas com sintomas. Os resultados serão encaminhados para o Programa de Tuberculose da Secretaria Municipal de Saúde, que fará a entrega e encaminhará os casos positivos para tratamento. O secretário de Saúde de Goiânia, Elias Rassi, vistoriou os trabalhos e parabenizou os acadêmicos.

De Maceió (AL), José Carlos dos Santos, veio para Goiânia em janeiro deste ano para trabalhar na construção civil. Por ter perdido os documentos, ainda não conseguiu um trabalho e está morando na rua. Cheio de histórias, o ex-pescador foi atendido pela acadêmica Ana Carla Milhomem. “Ele se queixou de expectoração com sangue, tem tosse crônica e seu pai morreu de tuberculose”, explicou a voluntária do Projeto Rondon® Goiás. Ele fez coleta de material para o exame para identificar o bacilo da doença.

O marinheiro gostou do clima da sala cheia de universitários e continuou contando suas histórias e fazendo brincadeiras mesmo depois de ser atendido. “É a primeira vez que participo de uma ação direta com a comunidade. Percebi uma outra realidade e acabei fazendo muitos amigos, como o senhor José. É visível que eles são carentes e precisam mais de atenção do que qualquer outra coisa”, comentou Ana Carla, da Liga Acadêmica do Pulmão. Outra liga que participou da campanha foi a das Doenças Infecto-Parasitárias, presidida por Wilsterman de Freitas Correia. “Percebemos um certo receio dos moradores de rua. É preciso ser mais devagar e estabelecer uma aproximação na abordagem”, comenta o estudante. Foram realizados 41 atendimentos.

David Alves de Moura, de 22 anos, também foi atendido pela equipe do Projeto Rondon®. Do Maranhão, ele foi embora da cidade da família por conta das drogas. “Fui pela cabeça dos outros”, disse. Passando mal, com a pressão alta, ele admitiu que tinha usado crack pela manhã. Conversando com os rondonistas, afirmou que o seu sonho era largar o vício e voltar para a casa da mãe. “Cansei de apanhar da polícia”. Com o apoio da Semas, o morador de rua, ex-cabeleireiro, foi encaminhado para tratamento na Casa de Eurípedes e teve a garantia que sairá de lá com a passagem de volta para a sua cidade.


Inclusão digital
Os moradores de rua também tiveram a oportunidade de acessar à internet, por meio da Lan House Social, uma iniciativa para inclusão digital do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech) . Apesar de um pouco ressabiados, demonstraram habilidade com os computadores. Alguns disseram frequentar a Lan House. Um jovem, ao ser questionado sobre o seu nome, disse que se quer tinha um. Depois, resolveu contar que era Jeferson. Afirmou que tinha 18 anos. Junto com os seus colegas de rua, se interessou por um site de fotos sensacionalistas de acidentes e crimes. Talvez, por ser uma realidade que vive de perto.

Aline (o nome é fictício porque ela achou melhor não ser identificada) acessou uma rede social, o Orkut. Ao ver as fotos de uma criança, sorria de alegria. “Olha como ele está grande!”, exclamou para repórter de televisão. A moradora de rua se referia ao filho de quatro anos, que teve de deixar aos cuidados de sua mãe. “Sai de casa por causa das drogas aos 12 anos. Não quero que minha família me veja assim”, reclama preocupada com as imagens do cinegrafista.


Dermatologia
Convidada pelo Idtech, organização apoiadora do Mutirão da Acolhida, a dermatologista Lana Bezerra, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, se prontificou em atender a população de rua. A maior parte das queixas dos pacientes foram as feridas decorrentes de traumas, cortes e agressões. As lesões se agravam por conta de situação de pouca higiene e por estarem em ambientes insalubres. A médica distribuiu pomadas e, para as infecções mais severas, receitou medicamentos que poderão ser adquiridos gratuitamente nas unidades de saúde de Goiânia.


Fonte: IDTECH / HGG








GALERIA DE IMAGENS DO CONTEÚDO:

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