Goiânia, 30 de abril de 2017    




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(12/04/2012) Precariedade do hospital foi mostrada em vídeo

Durante reunião no HGG, promotores questionaram sobre as ações a serem desenvolvidas e sanaram as dúvidas sobre a gestão

O Idtech apresentou um vídeo de uma vistoria realizada logo após ter assumido a gestão do hospital. A filmagem mostra cenas de desorganização, falta de limpeza, problemas hidráulicos e elétricos, equipamentos e móveis sucateados ou inutilizados, entre outras situações. De acordo com o integrante do grupo gestor do Hospital, André Luiz Braga, muitos dos problemas de manutenção não eram resolvidos por conta “das amarras burocráticas que a administração direta impõe”.

O coordenador executivo do Idtech, José Cláudio Romero, destacou ainda que os problemas vêm de muito tempo. “Por isso é infundado o argumento de que o Estado está promovendo o caos para justificar a implantação do novo modelo de gestão em parceria com as organizações sociais”, explicou. Os próximos reparos previstos serão no sistema elétrico, caldeiras e na lavanderia. O aumento da capacidade elétrica do hospital é indispensável para que outras ações, como a informatização e o aumento dos leitos de UTI sejam executadas.

A promotora Fabiana Zamalloa, ao ver a situação da sala do Serviço de Arquivo Médico e Estatístico (Same), que está abarrotada de papeis, com risco de desabamento das prateleiras e com fichas de pacientes até no chão, questionou sobre qual seria a medida do Idtech para solucionar o problema. O coordenador executivo do Idtech explicou que todos os arquivos serão digitalizados. Além disso, os técnicos também estão estudando os produtos disponíveis que contemplem as soluções clínicas e administrativas de forma integrada e certificada pela Sociedade Brasileira de Informática e Saúde para implantação de um modelo de hospital sem papel.

“A tecnologia é um dos pontos fortes do Idtech. Nosso objetivo é, em até oito meses, implantar um sistema que integre todos os setores do hospital, agilizando e melhorando o atendimento ao usuário”, explica o coordenador. O consultor do Instituto, Marcelo Rabahi, ressalta que essa medida será “o clique da mudança do hospital”. Ele explica ainda que a informatização será um desafio, porque vai alterar toda a rotina da unidade e o comportamento de mais de mil colaboradores.

José Cláudio esclareceu ainda que, com a informatização, será possível apresentar todas as ações do hospital em tempo real, assim como é feito com outros projetos desenvolvidos pelo Idtech. “A exemplo do Teleconsulta, podemos montar uma sala de situação, onde o secretário de saúde poderá conferir como está a produtividade dos médicos, entre outras informações”, explicou. A promotora aproveitou para questionar sobre a questão da transparência dos gastos do dinheiro público gerido pela organização social.

“Antes mesmo da informatização do hospital, todos os contratos, as parcelas recebidas e as prestações de contas estarão disponíveis na seção Transparência do site do Idtech”, respondeu o coordenador do Instituto. De acordo com o José Cláudio, o objetivo é comprovar que a organização social não tem fins lucrativos. Fabiana perguntou também sobre como estão os procedimentos para as aquisições do hospital. A dúvida se referia se estavam sendo feitas com base no regulamento de compras. A resposta foi positiva, atendendo os princípios licitatórios, publicidade, economicidade e transparência, com a devida agilidade que o hospital demanda.

Sobre os servidores públicos, foi explicado aos promotores que todos foram mantidos, cumprindo o compromisso com a Secretaria de Estado da Saúde (SES). Quanto aos comissionados e funcionários com contratos vencidos, cada caso será analisado de forma isolada. O coordenador executivo pontuou sobre os profissionais voluntários. Por ser uma entidade privada, o Idtech não teria condições jurídicas para mantê-los. “Esse problema deve ser solucionado imediatamente, pois poderá acarretar em eventuais processos trabalhistas, causando prejuízo ao Estado, ou seja, ao dinheiro público”, orientou a promotora Fabiana.

Representando o secretário de Estado da Saúde, Antônio Faleiros, o superintendente Halim Girade, agradeceu o CAO Saúde e ao Idtech pela iniciativa do encontro. “O Governo de Goiás tem o respaldo do Movimento Brasil Competitivo para acompanhar esse modelo de gestão dos hospitais, cujo objetivo é tornar mais ágil o atendimento às demandas da saúde pública”, informou. Ele exemplificou que teve uma compra na secretaria que o processo demorou mais de dois anos e oito meses e precisou ser refeito por conta de um erro e passará por todos os trâmites novamente. “É muito angustiante ter o dinheiro em caixa e não poder fazer nada.”

Halim Girade afirmou ainda que a SES confia na capacidade técnica do Idtech, mas que acompanhará de perto o trabalho desta e de todas as organizações sociais, com a ajuda do Ministério Público, Agência Goiana de Regulação e imprensa. O promotor Marcelo Celestino encerrou a reunião dizendo que, ao transferir a gestão dos hospitais para as organizações sociais, a Secretaria de Estado da Saúde poderá trabalhar de forma intensa na saúde preventiva. “É preciso que cada município faça a sua parte e evite esses agravos na saúde pública”, disse.


Fonte: IDTECH / HGG








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