Goiânia, 26 de junho de 2017    




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(20/04/2012) Hospital Alberto Rassi – HGG opera 20% mais pacientes com o Idtech

Nos primeiros 30 dias de gestão do Idtech registrou um incremento de cirurgias realizadas, em comparação com a média dos meses de março e abril do ano passado. Dados estão sendo entregues ao MP-GO

Nos primeiros 30 dias do Hospital Alberto Rassi – HGG sob a gerência do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech), o número de cirurgias realizadas pelo hospital superou em 20,47% a média dos meses de março e abril do ano passado. Enquanto do dia 16 de março até o dia 16 de abril de 2012 foram realizadas 353 cirurgias, a média dos meses de março e abril do ano passado foi de 293. Optou-se pela média por ser um parâmetro mais justo de comparação, visto que o Idtech geriu o Hospital durante 14 dias de março e 16 do mês de abril.
Os dados relativos à produção do centro-cirúrgico foram entregues nesta sexta-feira, 20, às 16 horas, ao promotor Marcelo Celestino, coordenador do Centro de Apoio Operacional à Saúde, também no Ministério Público pelos coordenadores do Idtech José Cláudio Romero (executivo), Marcelo Rabahi (gestão hospitalar) e Rafael Nakamura (regulação assistencial). Na quinta-feira, dia 19, o mesmo documento foi repassado pelo Instituto à promotora Fabiana Lemes Zamalloa do Prado, no gabinete dela. Em uma planilha, foram apresentadas estatísticas e também a descrição caso a caso, incluindo a identificação dos pacientes.
O promotor Marcelo Celestino, que assistiu uma apresentação sobre os números feita pelo médico Marcelo Rabahi, considerou os dados positivos, pois foi observado um incremento no número de cirurgias. “Representa um avanço no atendimento à população que utiliza o Sistema Único de Saúde (SUS) em seus tratamentos. E o Ministério Público estará atento, pois nossa tarefa é resguardar os direitos do cidadão.” Marcelo Celestino ressaltou que estará atento também ao investimento dos recursos públicos no contrato de gestão.
A promotora Fabiana Lemes Zamalloa viu como positivo o fato de a Organização Social ter apresentado espontaneamente o relatório. “Isso reflete uma disposição da instituição de fazer cumprir o contrato de gestão”, avaliou. Ela disse que vai analisar e solicitou, além das informações apresentadas, outros dados, que a Coordenação do Idtech se prontificou em fornecer. Além do Ministério Público, receberão o relatório os demais órgãos fiscalizadores (Secretaria de Saúde, Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização dos Serviços Públicos e Tribunal de Contas do Estado).

Número de cancelamentos de cirurgias foi 4% menor
Se a produção do HGG aumentou, o número de cirurgias suspensas ou adiadas no período diminuiu. A redução ficou em torno de quatro pontos porcentuais. Considerando a média de cirurgias realizadas nos dois meses e a média de agendamentos do período, que foi de 387 cirurgias, foram canceladas, em média, 94 cirurgias, ou 24,2%. Sob a gestão do Idtech, o índice foi de 20,3%, pois 90 cirurgias deixaram de ser realizadas no período previsto, para um total de 442 agendadas. A tendência é que esse número caia ainda mais, pois na maioria dos casos, as cirurgias foram apenas adiadas, por uma série de motivos que já estão devidamente sanados.
A indisponibilidade de sala cirúrgica foi um dos fatores que mais frequentemente motivaram o adiamento de cirurgias. O problema se devia principalmente aos defeitos do sistema de ar condicionado, que limitavam em 50% a capacidade do centro-cirúrgico. Hoje o sistema está funcionando plenamente, mas o reparo completo levou em torno de três semanas, o que ainda prejudicou bastante a produtividade.
A falta de anestesiologistas / anestésico e exames complementares pré-operatórios incompletos também interferiram bastante, mas já não representam um problema frequente.
A partir do dia 23 de abril, o contrato com a Cooperativa dos Anestesiologistas é diretamente com o Idtech. Sobre os anestésicos, o Instituto também colocou em funcionamento no dia 22 de março, uma plataforma eletrônica de compras, o que tem permitido um abastecimento mais ágil do Hospital e, o que é melhor, com economia e transparência.
Já a escassez de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), problema que afeta não só o Hospital Alberto Rassi, mas toda a rede pública e de forma crônica, ainda deverá prejudicar a produtividade do centro-cirúrgico por mais um tempo. Isso porque os dez leitos existentes são insuficientes para o porte do Hospital. Será necessária uma obra de ampliação, para a qual está sendo providenciado um projeto arquitetônico. A estimativa é de que dez novos leitos sejam colocados em atividade em seis meses, conforme proposta técnica do Idtech, vencedora do chamamento público da SES.



Estatísticas serão melhoradas
A estatística de adiamentos ficou prejudicada porque um grande número de formulários não apresenta a informação sobre a causa do adiamento. A falha de preenchimento dos documentos será abordada em reunião já agendada com o corpo clínico, para que as estatísticas sejam aperfeiçoadas. Das 19 cirurgias efetivamente suspensas (não realizadas), a maior parte foi porque o paciente não compareceu para ser operado. Também ocorreram casos de evasão, óbito e, em um caso, indicação médica.
Das 16 especialidades existentes no Hospital, que utilizaram o centro-cirúrgico, a urologia, a cirurgia-plástica e a cirurgia geral foram as que mais operaram. Os índices obtidos neste primeiro mês foram considerados positivos pelo coordenador de Gestão Hospitalar do Idtech, Marcelo Rabahi. “Apesar de toda a dificuldade inicial, com as medidas adotadas pelo Idtech e o empenho da equipe do Hospital Alberto Rassi, foi possível reverter o quadro ao ponto de conseguirmos obter um pequeno incremento de produtividade.”
Ele esclarece que o dado divulgado anteriormente, das suspensões acumuladas entre o dia 16 de março e 12 de abril, no total de 168, chegou a 186 no dia 16, quando fechou o mês. Marcelo Rabahi observa, no entanto, que, ao analisar caso a caso e tabular os dados, foi possível observar que muitas cirurgias adiadas foram realizadas dentro do próprio período e que o número de cirurgias que realmente não serão mais realizadas foi muito menor.
O coordenador lembra que muitas das cirurgias suspensas no período, foram e estão sendo realizadas, na medida em que o hospital adquire um ritmo mais uniforme de funcionamento. “A estatística obtida agora, ao final do período é uma estatística muito mais próxima da realidade do funcionamento do centro-cirúrgico. Mas ainda assim precisa ser aperfeiçoada, porque ainda temos limitações a contornar. Afinal, problemas históricos como os que eram vivenciados pela unidade não serão sanados num passe de mágica. Demandará tempo e novos investimentos, além do empenho e da dedicação da equipe, a quem agradecemos pelo resultado obtido.”


Fonte: IDTECH / HGG








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