Goiânia, 22 de outubro de 2017    




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(05/07/2012) Companhia italiana de balé emociona moradores do Jardins do Cerrado

Na noite de quarta-feira, dia 4 de julho, foi realizada mais uma edição do Plateia Social, projeto de inclusão cultural desenvolvido pelo Idtech

Os movimentos sinuosos e perfeitos da bailarina presentes nos contos de fadas, nas caixinhas de música e nos sonhos, enfim viraram realidade para trinta pessoas que nunca tiveram a oportunidade de assistir a uma apresentação de balé clássico profissional. Na noite desta quarta-feira, dia 4 de julho, o grupo de moradores do Residencial Jardins do Cerrado de Goiânia se emocionou com a apresentação da companhia italiana Teatro Scala de Milão, no Teatro Rio Vermelho. A oportunidade foi proporcionada pelo Projeto Plateia Social, realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech) e parceiros.

Maria Auxiliadora Brito, era operadora de caixa das Lojas Americanas quando o Centro de Convenções estava sendo construído. “Apesar disso, não tive a chance de entrar e ver como é grandioso”, revelou. A aposentada, Maria vai poder contar para os seus netos a experiência inédita que teve após sete décadas de vida. “Cheguei a me emocionar no momento da apresentação da história do cisne”, comenta. Ela se refere ao trecho de La Morte del Cigno, que arrancou muitos aplausos e surpresa na plateia, pelos movimentos impressionantes da bailarina e pela dramaticidade da apresentação.

Os moradores do Residencial Jardins do Cerrado foram selecionados pela equipe de trabalho técnico social do Idtech. Duas vans buscaram o grupo, que pode confraternizar e saber mais sobre o espetáculo durante um lanche servido no Castro’s Hotel, que apoiou a realização da segunda edição do Plateia Social. A coordenadora do projeto, Lili Moreira, contou aos convidados da importância da companhia Teatro Scala de Milão, que tem 200 anos de história e reúne os principais bailarinos do mundo.

“O projeto Plateia Social é mais uma das ações de responsabilidade social do Idtech, que visa a inclusão cultural de quem não tem acesso a teatros, museus, galerias de arte. Está sendo muito gratificante poder oferecer essa oportunidade inédita para a vida destas pessoas”, disse a coordenadora Lili Moreira. Segundo ela, o Projeto está sendo viabilizado por meio de parcerias, como a do Castro’s Hotel e da produtora cultural Cia de Sucessos.

A costureira Eulina Ferreira Amorim, de 56 anos, acompanhada com o seu marido José Pinto de Souza, 65, ficou encantada. “Nunca pensei que iria participar de um evento como estes. Foi a realização de um sonho”, comentou. Para ela, o balé era algo que só se via na televisão. “Achei sempre muito bonito, mas nunca tive condições financeiras ou de me locomover até o teatro.” Eulina revelou que a experiência vai ficar na mente “para a vida toda”.

Superação
Para a agente comunitária Ana David de Lima, a noite de balé clássico foi um marco para a sua volta às apresentações culturais. Ela passou por uma temporada difícil, de dependência química e de álcool, e após mudar-se para o Residencial Jardins do Cerrado 7, sua vida recomeçou. “Eu gosto muito de ir ao teatro, mas foi a primeira vez que pude ir com a minha filha, que adorou o balé. Ela só fala sobre isso”, disse. Colaboradoras do Castro’s Anna Cláudio Rodat e Roberta Vêncio doaram quatro pares de sapatos para a mãe e para a filha, que foram todas elegantes assistir o espetáculo no Teatro Goiânia. “Se não fosse estes presentes, eu teria de ir de chinelos”, explica.


Fonte: IDTECH / HGG






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