Goiânia, 18 de outubro de 2017    




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(31/08/2012) Hospital Alberto Rassi – HGG é referência em tratamento da esclerose múltipla

Unidade conta com um ambulatório e equipe multidisciplinar para assistência à doença, cujo Dia Nacional de Conscientização foi comemorado na quinta-feira, dia 30 de Agosto. Hospital também é sede do Centro Goiano de Estudos da Esclerose Múltipla (Cegem)

Na quinta-feira, 30 de agosto, foi comemorado o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla. A data foi instituída por meio da lei 11.303, em 11 de maio de 2006, para homenagear Ana Maria Amarante Levy, a mulher que levantou pela primeira vez, no Brasil, a bandeira da luta contra esta doença crônica, degenerativa, autoimune. No Hospital Alberto Rassi – HGG, gerenciado pelo Instituto de Desenvolvimento Tecnológica e Humano (Idtech), são atendidos regularmente, no Ambulatório de Doenças Desmielinizantes, cerca de 90 portadores da doença. O atendimento, multidisciplinar, é realizado sempre às quintas-feiras, a partir das 14 horas, mediante encaminhamento.

Na unidade também funciona, desde 2003, o Centro Goiano de Estudos da Esclerose Múltipla (Cegem). O Centro é referência no Estado para pesquisas e o ensino na área. Atualmente, um dos maiores desafios relacionados à doença é o diagnóstico precoce. O coordenador do ambulatório, Fernando Elias Borges, salienta que em geral os pacientes já chegam ao Hospital com importantes déficits motores e capacidade produtiva e qualidade de vida comprometidas, o que poderia ser evitado. Em sua opinião, é preciso investir na divulgação da doença entre os médicos da rede básica, para que eles estejam atentos ao encaminhamento dos pacientes aos primeiros sinais manifestados.

A esclerose múltipla é uma doença desmielinizante do sistema nervoso central que acomete com maior frequência, adultos jovens, especialmente mulheres, em idade produtiva. Estima-se cerca de 2,5 milhões de portadores no mundo, dos quais 30 mil estão no Brasil. Como a prevalência estimada no País varia de 5 a 20 casos por 100.000 habitantes, dependendo da região, conclui-se que não existam mais do que 800 portadores em Goiás. “A desmielinização é produzida por processo inflamatório que evolui para lesão irreversível nos axônios dos neurônios”, explica Fernando Elias Borges. “O diagnóstico precoce proporciona uma melhor abordagem terapêutica medicamentosa e multiprofissional.”

Naim José de Souza, de 45 anos, que é morador de Quirinópolis, sabe muito bem a diferença que faria em sua vida o diagnóstico precoce defendido por Fernando Elias Borges. Com sintomas desde 1997, ele só iniciou seu tratamento há 4 anos. Passou 11 anos sem saber a causa das dores no fígado e do cansaço que sentia e também sem acesso a remédios que poderiam retardar os efeitos da doença, efeitos estes que hoje comprometem drasticamente seus movimentos e o impossibilitam de trabalhar. “Desde que adoeci não sei o que é jogar um futebol e, ultimamente, mal consigo andar.”

O paciente lembra que no início, tomava remédios para o fígado e por um tempo, os médicos acharam que ele estava com problemas de coluna. “Com essa demora, a minha situação foi só se agravando. Daí a importância de os médicos prestarem atenção nos sintomas.” A esclerose múltipla não tem causa determinada. Acredita-se que a doença possa ser desencadeada por vírus e tenha relação com a produção hormonal. Atualmente, não há cura. Naim José de Souza diz que não tem muitas esperanças. “A mulher do candidato a presidente dos Estados Unidos, que é milionário, tem e não consegue se curar. Então, o que é preciso é tratar mais cedo, para que as pessoas tenham qualidade de vida.”

O Hospital Alberto Rassi conta com serviços ambulatoriais nas especialidades de Neurologia (doenças desmielinizantes), Urologia (bexiga neurogênica), fonoaudiologia, psicologia e psiquiatria, que atendem, de forma integrada, aos pacientes. O Hospital dispõe de sala de infusão para pulsoterapia ambulatorial, que proporciona maior conforto aos doentes e evita internações desnecessárias. Todos os exames laboratoriais e de imagem são realizados no hospital ou por meio de convênios. “Temos algumas melhorias que ainda são necessárias, mas acreditamos que o Hospital Alberto Rassi está trilhando o caminho correto na busca da excelência”, comenta Fernando Elias Borges.


Fonte: IDTECH / HGG





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