Goiânia, 24 de junho de 2017    




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(03/10/2012) Prohumanos alegra pacientes internados no Hospital Alberto Rassi – HGG

Grupo de atores que utiliza a arte da palhaçada para se aproximar das pessoas, visita enfermarias para conversar, levar palavras e gestos de carinho ou simplesmente segurar a mão de quem está buscando se recuperar de alguma doença

Todas as segundas-feiras, as tardes dos pacientes internados no Hospital Alberto Rassi –HGG ficam mais alegres. O sofrimento de quem busca sua recuperação nos leitos da unidade é amenizado por integrantes da Organização Não-Governamental (ONG) Prohumanos, associação filantrópica nascida em Uberlândia, da iniciativa de seu atual presidente, o empresário Frederico Carrijo Rocha, e que hoje está presente também em Belo Horizonte (MG) e Cuiabá (MT). O objetivo da entidade é singelo: “demonstrar amor”, traduz o coordenador de Goiânia, o representante comercial Diego de Alcântara, de 26 anos.

Junto com mais seis pessoas, em sua maioria estudantes, Diego Alcântara visita semanalmente o HGG, o Hospital Araújo Jorge e o Crer, para levar conforto, palavras e gestos de carinho e, sempre que possível, um pouco de alegria a quem está internado nas unidades. “Não encaramos o nosso trabalho como ação voluntária, porque o voluntário estaria nos hospitais quando tivesse tempo. Preferimos chamar de parceria, porque cumprimos rigorosamente a agenda. O nosso compromisso é sagrado”, explica Diego, cuja equipe é acompanhada pelo Programa de Humanização do Hospital.

Vestidos de palhaços, com direito a maquiagem e outros apetrechos, como uma galinha de borracha que toca uma buzina, os integrantes do Prohumanos passam duas horas no Hospital. Eles priorizam a visita às enfermarias do 4º andar, destinadas aos pacientes da Clínica Médica, cuja permanência é mais longa. “As vezes conversamos, as vezes apenas ouvimos, outras vezes, somente seguramos as mãos das pessoas, para dar a elas um pouco de conforto, atenção”, comenta o líder do grupo.

Os doentes aprovam o trabalho. “O tempo aqui passa devagar. Fico contando as horas. Para nós é uma alegria”, comenta a dona de casa Bibiana Brito de Oliveira, 43 anos, internada na sexta-feira, dia 28 de setembro, com problema no pulmão e sem previsão de alta. “Um dia aqui é como se fosse um mês. Então eles deixam o nosso dia mais divertido, com seu jeito extrovertido, que faz a gente rir”, concorda Geane Alves Campos, 32 anos, que completou cinco dias de hospital na segunda-feira, dia 1 de outubro. Hospitalizada por causa de uma disfunção da tireoide, ela vê como positivo o trabalho.

O grupo se inspirou no trabalho desenvolvido pelo médico norte-americano Hunter ´´Patch´´ Adams. Formado pela Virginia Medical University, ele incomodou a classe médica da época por sua forma afetiva de cuidar do paciente e entender que a cura é uma condição física e emocional. Sob esses valores Patch Adams fundou em 1972 o Instituto Gesundheit!, um grande centro de cuidados médicos e afetivos, em Urbano, Illinois (EUA).

O Instituto é um projeto em assistência médica holística baseada na crença de que não se pode cuidar da saúde do indivíduo sem cuidar também da saúde da família, da comunidade, ou seja, da saúde do mundo. Considerado o principal nome na luta pela humanização na saúde, Patch Adams também é autor de dois livros: “House Calls: how we can heal the world a visit at time” e “Gesundheit!: Good Health is a Laughter Matter ”. Este último foi que inspirou o filme “Patch Adams - O Amor é contagioso”(1998).


Fonte: IDTECH / HGG






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