Goiânia, 23 de junho de 2017    




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(06/12/2012) Gestão do HGG por OS viabiliza cooperação técnica para operar pacientes

Atendimentos de neurorradiologia para tratamento de lesão cerebral que afeta os olhos seriam feitos no Hospital das Clínicas, única unidade pública credenciada para tais procedimentos, mas unidade está em reforma

A gestão dos hospitais estaduais por Organizações Sociais (OSs) tem provocado sensíveis melhorias do atendimento prestado por meio do Sistema Único de Saúde - SUS. São visíveis os ganhos em todas as unidades hospitalares, mas um aspecto pouco comentado é a agilidade em determinadas situações que são decisivas para os pacientes. As OSs têm viabilizado parcerias para realizar atendimentos interrompidos temporariamente em função de reformas, manutenção de equipamentos e outros problemas pontuais da rede.

Um exemplo é o caso do jovem Danillo Nunes Batista, operado na sexta-feira, dia 30, no Hospital Alberto Rassi – HGG, de uma lesão cerebral que comprometia seu olho direito. O rapaz, que é paciente do Hospital das Clínicas, unidade de referência para esses procedimentos, só pode ser operado graças à cooperação técnica entre as duas unidades. “A gestão da OS é mais ágil e torna possível soluções mais rápidas, em benefício desses pacientes”, comenta Rafael Nakamura, coordenador de Regulação Assistencial do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech), OS gestora do HGG.

De alta desde segunda-feira, dia 3 de dezembro, Danilo Nunes Batista, sofreu um acidente de moto e tempos depois, caiu e bateu de novo a cabeça, no mesmo local do trauma sofrido. O duplo impacto provocou uma comunicação indesejada entre a artéria que leva o sangue do coração para o cérebro e a veia que irriga o olho. Com essa comunicação, o olho passou a receber sangue que iria que iria para o cérebro. A consequência foi dilatação do órgão (inchaço) e perda da visão.

Para resolver o problema, eram necessários equipe especializada, insumos (micromolas, entre outros) e o equipamento de hemodinâmica, visto que a colocação das molas é feita por meio de cateter. Como o Hospital das Clínicas, única unidade da rede pública credenciada para o procedimento, está em reforma, foi estabelecida uma cooperação com o HGG. O HC cedeu insumos e o HGG, a estrutura hospitalar e o equipamento. Médicos dos dois hospitais operaram o doente.

O procedimento foi realizado pelos médicos neurorradiologistas intervencionistas Antenor Tavares de Sá Júnior, do HGG, e Leonardo Taveira, do HC. O paciente ficará sob acompanhamento por pelo menos quatro meses e frequentará semanalmente o Centro de Referência em Oftalmologia (Cerof), da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Goiás. Só será possível avaliar se houve danos estéticos e oftalmológicos a partir deste acompanhamento. Mas, o médico Leonardo Taveira, revela-se otimista. “A melhora após a intervenção foi sensível. O inchaço regrediu significativamente.”

Outro caso

Parceria também foi firmada, desta vez entre as OS Idtech e Gerir, para atender o paciente internado no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), Edson Luiz Gomes Leão, que sofreu lesão semelhante à de Danilo. Ele realizou angiografia cerebral na tarde desta quarta-feira, dia 05 de dezembro, no HGG. O exame, como no caso de Danilo, é que vai apontar qual é a conduta mais adequada ao seu caso. Importante frisar que esses procedimentos realizados no HGG são os pioneiros na rede pública estadual.

Prevenção
Embora nunca tenham sido operados esses casos na rede estadual, as lesões são frequentes, segundo o médico Leonardo Taveira. Isso, em função do grande número de acidentes de moto. “Os traumas se devem ao fato de os motociclistas não utilizarem o capacete.” Um único caso atendido na rede pública gera um gasto de pelo menos 30 mil reais ao SUS, além de incorrer em graves danos para às vítimas, entre os quais, a perda definitiva de visão.


Fonte: IDTECH / HGG






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