Goiânia, 23 de outubro de 2017    




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(06/12/2012) Membros do Conselho de Excelência do HGG avaliam como positiva gestão da OS

Em reunião nesta terça-feira, dia 4 de dezembro, no Hospital, conselheiros ressaltaram ganhos para usuários do SUS com a nova administração. Conselho discutiu entre outros temas, a proximidade do fim do contrato de gestão entre o Idtech e a SES

O Conselho de Excelência do Hospital Alberto Rassi – HGG realizou nesta terça-feira, dia 4 de dezembro, a sua última reunião do ano. A sessão foi aberta com a quebra de protocolo. A conselheira Maria do Rosário Cassemiro fez a leitura do poema “Sentido”, de autoria do conselheiro Nabyh Salum. Em seguida, os conselheiros fizeram, a pedido do presidente da sessão, Nabyh Salum, uma avaliação da gestão nos nove meses de comando do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech). É consenso que as mudanças positivas são visíveis e que o modelo contribuiu para melhorar a qualidade dos serviços ofertados aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

O primeiro a se manifestar foi o conselheiro Carlos Hassel Mendes, médico e reitor da UniEvangélica. Ele falou da satisfação de estar, como conselheiro de Excelência do HGG, acompanhando o momento pelo qual passam os hospitais estaduais, cujas dificuldades vivenciadas até pouco tempo ele, como ex-secretário estadual de Saúde, conhece tão bem. “Visitei unidades de saúde gerenciadas por OS em outros Estados, onde a experiência tem mais tempo, e posso dizer que estamos no caminho certo ao adotarmos este modelo de gestão.”

Para o conselheiro, é preciso que a sociedade e os poderes constituídos entendam a complexidade de uma unidade hospitalar. Só assim, poderão perceber que a Lei de Licitações inviabiliza a gestão pública nesta área. Ele ponderou que há muita resistência ideológica ao modelo, mas lembrou que administrações do Partido dos Trabalhadores, um dos maiores opositores aos contratos de gestão, usam desse dispositivo para viabilizar o funcionamento de unidades de saúde pública em seus municípios. “É assim em São Bernardo do Campo, onde os hospitais são geridos via braço de uma fundação pública de direito privado.”

O conselheiro elogiou o HGG, que tem colaborado na formação de alunos de Medicina da UniEvangélica. Ele ressaltou que o curso acaba de ser reconhecido pelo Ministério da Educação com uma excelente nota, 4,7. “Por muito pouco não atingimos a nota máxima, que é 5.” Também elogiaram a gestão do HGG pelo Idtech o diretor clínico do Hospital, Antônio Carlos Ximenes, e o conselheiro Valterli Guedes.

Ximenes destacou que, por conhecer as duas realidades – antes e depois do contrato de gestão –, pode atestar o quanto foram positivas as mudanças. Valterli Guedes salientou que as resistências, principalmente por parte dos trabalhadores, são naturais, mas não podem ser maiores que o bem estar do paciente. “Toda mudança gera um certo desconforto, mas temos de ter como prioridade o paciente. Depois dele, precisamos também nos preocupar com a satisfação dos servidores, que fazem parte do processo.”

Quando o conselheiro Carlos Hassel Mendes elogiou o modelo de gestão e assinalou que o Estado tomou a decisão certa ao transferir a administração dos hospitais estaduais para as organizações sociais, o coordenador executivo do Idtech, José Cláudio Romero, pediu a palavra. Ele externou sua preocupação com o fato de que há um mês, resguardado pelas cláusulas do contrato, pediu a renovação do mesmo e o pedido não foi ainda avaliado.

O contrato de gestão entre o Idtech e a SES termina em março. José Cláudio Romero lembra que outra organização social está há nove meses gerindo um hospital estadual sem respaldo legal porque o Estado não renovou o contrato, mas também não fez nenhum outro chamamento público para substituir a instituição. “O Estado não pode, com atos como estes, inviabilizar um modelo de gestão que demonstrou ser tão eficaz e que se configura como projeto de governo. ”

Os conselheiros decidiram, então, que a entidade encaminhará ofício ao secretário estadual de Saúde, Antônio Faleiros, cobrando uma resposta ao pedido de renovação do contrato do Idtech, conforme sugestão do conselheiro Carlos Hassel Mendes. “Não podemos, amanhã, passar como omissos nesta questão. Temos obrigação de alertar a Secretaria da urgência de uma decisão sobre o caso”, disse o conselheiro. A próxima reunião do Conselho foi marcada para o dia 17 de janeiro, às 10 horas.



Fonte: IDTECH / HGG






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