Goiânia, 01 de maio de 2017    




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(19/02/2013) Modelo de gestão hospitalar por OSs em Goiás está no caminho certo, e é preciso reconhecer os avanços

Confira o artigo do leitor do jornal Opção Rafael Jardim, publicado na edição de 10 a 16 de fevereiro. Ele defende as parcerias com o setor privado

Problemas como a demora de mais de um ano e meio para comprar medicamentos e equipamentos, além da dificuldade de se contratar profissionais de saúde, vão ficando no passado

Como já era esperado, alguns dos graves problemas pelos quais passavam os hospitais estaduais em Goiás tiveram resolução relativamente rápida após a expansão do modelo de gestão hospitalar por Organizações Sociais. Mágica? Não. Os diretores das OSs são exímios gestores? Pode ser que alguns deles sim, enquanto vários outros não. Mas não é isso que explica a melhora.

Na verdade, alguns desses problemas eram óbvios demais, e o caminho para solucioná-los era mais óbvio ainda. O que explica, então, um ente governamental demorar um ano e meio para fazer uma compra, não conseguir contratar profissionais e nem mesmo conseguir realizar manutenções básicas em equipamentos? A má gestão? Não necessariamente. O que explica tudo isso é, em grande parte, a burocracia, da qual é difícil – para não dizer impossível – qualquer ente estatal fugir, sem que recorra a terceiros.

Até dá para reduzir a burocracia excessiva com medidas inovadoras e modernizantes de gestão. Isso já foi feito com relativo sucesso aqui e ali. Mas isso tem limites. O buraco é mais embaixo. Com leis como a 8.666, a Lei de Licitações (que está prestes a completar 20 anos), apenas para citar o caso mais emblemático, não há guru de gestão que consiga oferecer soluções definitivas à angustiante morosidade da ação estatal. Enquanto não houver uma profunda reforma que altere a legislação e torne leis como a 8.666 algo mais próximo do mundo real, o caminho para fugir da burocracia é firmar parcerias com o terceiro setor. Chame-se isso de mal necessário (até acredito que possa ser) ou o que for, mas é o único caminho efetivo.

O governo estadual percebeu isso, expandiu o modelo, enfrentou as desconfianças e começou a colher os resultados. Todos os problemas acabaram? De forma alguma. Nada perto disso. Mas a melhora é visível. Principalmente para o usuário, cuja satisfação com os avanços foi identificada de forma nítida pelas pesquisas de satisfação encomendadas pelo governo.

Desde o final do ano passado, o governo de Goiás ficou proibido de celebrar novos contratos com Organizações Sociais para a gestão de hospitais. Seria interessante que todos que contribuíram para essa proibição oferecessem alternativas viáveis e efetivas para a solução de problemas tão graves como a demora na compra de medicamentos e insumos e na manutenção dos equipamentos, e os entraves à contratação de profissionais. Quem conhece como funciona o Estado – um juiz certamente deve conhecer – não pode deixar de reconhecer essas graves dificuldades.}

Quem, por sua vez, continua dizendo que firmar parcerias com OSs significa privatizar, deve fazer a seguinte reflexão: se isso é privatização, por que então os usuários do SUS estão tão mais satisfeitos com o serviço que lhes está sendo oferecido?
É bom que se ressalte: não existem, para nada, modelos mágicos, que resolvam todas as situações. É inegável que problemas continuarão a existir. Mas também não se pode fingir que não se veem as melhorias quando elas aparecem. E elas apareceram. Não é à toa que a unidade há mais tempo gerida por uma OS, o CRER, tenha os melhores indicadores de satisfação dos usuários na comparação com os outros hospitais.

É preciso deixar os preconceitos ideológicos de lado; até porque, o modelo OS não tem dono – está sendo adotado por vários governos, por petistas e tucanos, por esquerdas e direitas. Ao contrário do que alguns pensavam, o modelo de parcerias com OSs não foi uma privatização de serviços públicos. Foi e está sendo, na verdade, um instrumento de melhoria da qualidade dos serviços públicos, em benefício, sobretudo, de quem mais precisa desses serviços.


Fonte: IDTECH / HGG






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