Goiânia, 26 de abril de 2017    




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(01/03/2013) Treinamentos sobre normas gerais do HGG reúne 570 colaboradores

Diretor-administrativo do Hospital Alberto Rassi, Alessandro Purcino, apresenta cartilha e principais regras da unidade. NR 32 também foi abordada e ainda gera muitas dúvidas

Em todos os ambientes de trabalho existem regras a serem cumpridas. Quando se trata de um local que trabalha com a saúde de milhares de pessoas, estas regras são mais minuciosas. No Hospital Alberto Rassi - HGG não é diferente. Desde sempre, existem normas importantes para a preservação da vida e para a organização das rotinas. O que mudou é que, com a gestão da organização social, os órgãos fiscalizadores, em especial o Ministério do Trabalho e Emprego, estão intensificando a fiscalização, principalmente em relação ao cumprimento da Norma Regulamentadora nº32. Por isso, o Idtech promoveu treinamentos para esclarecer as normas gerais e produziu uma cartilha para que todos os colaboradores da unidade, independente do vínculo trabalhista, tenham conhecimento.

Os treinamentos ocorreram entre os dias 19 e 25 de fevereiro, no próprio hospital e reuniram mais de 570 colaboradores. Todos poderiam participar, mas foram convocados especialmente trabalhadores da recepção, portarias, enfermagem, segurança, limpeza, lavanderia e NIR - Núcleo Interno de Regulação. O diretor-administrativo do HGG, Alessandro Purcino, explicou o motivo das normas e suas consequências caso não forem seguidas. Ele destacou ainda que a exceção não pode virar regra. "As normas valem para todos, mesmo os que estão em cargos de chefia", ressalta.

Alessandro Purcino citou várias ocorrências de lanches em ambientes inadequadas e o uso de cigarro dentro do Hospital. "A proibição de alimentos vem da NR-32, que é uma norma instituída pelo Ministério do Trabalho, pelo risco de contaminação. O HGG tem seguido estas normas de forma mais efetiva e já estamos conseguindo reduzir as taxas de infecção hospitalar", explicou o diretor-geral. Esclarecendo a dúvida de uma colaboradora, não serão feitas revistas no funcionário para impedir a entrada de alimentos, mas poderá ser pedido para o próprio colaborador abrir a bolsa para a verificação.

O diretor-administrativo também aproveitou a oportunidade para ressaltar a importância da comunicação no ambiente de trabalho. Segundo ele, as normas são como as leis, que passam por adaptações e mudanças. "Caso um colaborador perceba um problema, ele deve comunicar o quanto antes a sua gerência, supervisão ou diretoria para que seja resolvido. Pois, se ele não chegar até quem pode resolvê-lo, surgirão sempre outros", disse. Alessandro usou uma dinâmica de grupo para mostrar a necessidade de ser rápido na comunicação das crises e conflitos.

Para a gerente de Logística do Idtech, Núbia Rodrigues, os treinamentos tiveram o objetivo de conscientizar os colaboradores quanto à responsabilidade individual perante o trabalho, tornando o HGG mais seguro para todos. "Agradeço a presença de todos, em especial as chefias que muito nos auxiliaram na divulgação e na convocação de sua equipe", disse.

NR-32
A enfermeira Wagna Teixeira Barbosa, coordenadora da Comissão da NR-32 do HGG, também discutiu sobre as normas com os participantes do treinamento. "Todos daqui já devem saber que a normativa visa o bem estar dos colaboradores e condições agradáveis de trabalho. Temos muitos colegas na fila do INSS por conta de acidentes de trabalho e a NR-32 vem para evitar isso", explicou. Segundo ela, a proibição de adornos e de alimentos são as regras principais da normativa.

"Nós temos que ser multiplicadores do que estamos aprendendo aqui. O risco é individual, mas sabemos que há micro-organismos cada vez mais resistentes. Então, ao ver um colega de anel, ou qualquer outro adorno, não deixe de informá-lo sobre o risco que está correndo", disse Wagna. A enfermeira ressaltou que é importante todos os departamentos do hospital unificarem a linguagem e não esbarrarem na falta de informação na hora de orientar um paciente ou acompanhante.

Confira as principais dúvidas sobre a NR-32

- Posso ir até o hospital com meus anéis, pulseiras e brincos e só retirar no meu posto de trabalho?
Não. O ideal é retirar os acessórios antes de entrar no hospital. Caso esteja ocorrendo uma fiscalização, o fiscal não vai saber que você acabou de chegar e vai considerar que os adornos estão sendo usados dentro do ambiente hospitalar.

- Posso usar esmalte escuro?
Não é recomendável. O esmalte escuro impede a visualização de sujeiras debaixo da unha. Além disso, o esmalte não deve estar descascado, o que também acaba propiciando que micro-organismos fiquem entre o esmalte e a unha. Quando isso acontecer, o esmalte deve ser removido e substituído por base.

- O Hospital não pode fornecer um squeeze para os colaboradores beberem água?
O trabalhador deve ter liberdade de ir ao banheiro, de ir beber água. O Ministério do Trabalho pode entender que a squeeze serve para coibir o colaborador de sair do seu posto de trabalho. Além disso, a Comissão de Infecção Hospitalar impede o uso destas garrafas porque também podem ser ambiente de proliferação de bactérias.

- Os óculos podem ser considerados um adorno?
Não. Os óculos de grau podem e devem ser utilizados no ambiente hospitalar. Não é aconselhado o uso de lentes de contato porque se a lente se deslocar, automaticamente leva-se o dedo no olho para ajustar e isso pode ser perigoso. Entretanto, o uso de correntinhas segurando os óculos no pescoço é proibido.

- Com o uso de luvas não preciso lavar as mãos com frequência.
Errado. O uso de luvas não substitui o processo de lavagem das mãos, conforme a NR-32. A perda de integridade, a existência de microfuros não perceptíveis ou a utilização de técnica incorreta na remoção das luvas, possibilitam a contaminação das mãos. Por isso, a lavagem das mãos continua fundamental.

Fonte: IDTECH / HGG






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