Goiânia, 29 de maio de 2017    




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(11/04/2013) Pacientes de Parkinson fazem dança, fisoterapia e pintura no HGG

Em comemoração ao Dia Mundial do Parkinson, em 11 de abril, eles tiveram mudança na rotina e aprenderam mais sobre a doença

Aulas de dança, pintura e fisioterapia. Além dos medicamentos, vários outros recursos terapêuticos fazem parte do tratamento para o Mal de Parkinson e melhoram a vida de quem tem diagnóstico da doença. Todas estas vertentes foram abordadas nesta quarta-feira, 10 de abril, no Hospital Alberto Rassi – HGG num evento especialmente organizado para os pacientes e acompanhantes.

Os participantes começaram a manhã com uma lição de vida, do radiologista Nabyh Salum, 80 anos, que falou como lida com a doença, diagnosticada há oito anos. “Enquanto espero a cura, eu continuo trabalhando. Assim eu sou útil para a sociedade”. Ele afirmou que se considera um vencedor. O diretor-geral do HGG, André Luiz Braga, salientou que o médico é o maior exemplo vivo de que a doença, que não tem cura, deve ser combatida no dia-a-dia. Nabyh aproveitou ainda para esclarecer as dúvidas dos pacientes e parentes que os acompanhavam.

Em seguida, foi a vez de todos se mexerem. O professor de dança Hélio Rodarte, um dos sócios da Academia Jaime Arôxa, levou aos pacientes os princípios básicos do bolero, estilo com passos simples e que podem ser praticados em casa. Após alguns minutos de timidez, devidamente superados, os pacientes começaram a tirar as moças para dançar. Até mesmo Benedito Alves Pimentel, de 78 anos, decidiu se levantar da cadeira de rodas para não ficar parado. Rafael Francisco dos Santos, que também tem a doença, não queria parar de dançar.

“Quem tem esse tipo de problema tende a ficar cada vez mais parado, sem se mexer. A dança, além de movimentar, é um sopro de vida, com música e interação social”, afirmou o professor Hélio. O neurologista William Luciano também destacou a importância da dança no tratamento ao Mal de Parkinson. “É a atividade física mais completa. E ela é tão importante quanto a medicação. Só os remédios não melhoram”, disse. William ainda completou que hidroginástica, natação e caminhadas também auxiliam, além de eventos sociais como festas ou visitas a familiares.

O fisioterapeuta do HGG, Kemil Rocha Sousa, também colocou todos para se movimentarem. Ele organizou atividades com bola, ginástica facial, movimentos de flexibilidade e exercícios de ritmo. Rafael Francisco também se engajou nos exercícios e afirmou que vai passar a fazer caminhadas.

O evento terminou com uma aula de pintura com o professor Alexandre Liah, da Escola de Artes Visuais (EAV) da Secretaria de Estado da Cultura (Secult). Cada um recebeu uma tela e foi orientado a fazer uma pintura que valorizasse formas geométricas, como retângulos e triângulos. A partir daí, eles ficaram livres para brincar com cores, misturas e texturas. A atividade auxiliou Coraci Alves da Luz, de 70 anos, que venceu os sintomas e fez um desenho cheio de detalhes. “Nunca havia desenhado”, afirma ela, que sente orgulho em dizer que ainda faz tudo sozinha e que vai passar a dançar mais com a neta Jéssica.

Parkinson

O HGG é um dos dois centros públicos especializados no atendimento aos portadores da Doença de Parkinson cuja comemoração é no dia 11 de abril. O Hospital presta atendimento específico para doentes de Parkinson por meio do Ambulatório de Distúrbios do Movimento, que trata além dos portadores da doença, enfermidades como distonias, tremores, balismo, ataxia e outras. O ambulatório é coordenado por um especialista e conta com o apoio de dez médicos residentes. As consultas são às segundas, quartas e sextas-feiras. O ambulatório oferece diagnóstico, exames e tratamento, incluindo a aplicação de botox nos casos de distonia, cujo procedimento é realizado pelo Sistema Único de Saúde em Goiás somente no HGG.

Os doentes de Parkinson são atendidos às quartas-feiras. São 12 pacientes por semana, totalizando cerca de 50 pacientes por mês. Para ter acesso ao atendimento o paciente precisa ser encaminhado por médicos da rede de saúde pública. A assistência multidisciplinar - fisioterapia, fonoaudiologia e outros – é assegurada mediante encaminhamento à rede. O coordenador do ambulatório, William Luciano de Carvalho, comenta que o diagnóstico tardio, determinado pela dificuldade de acesso ao tratamento, é hoje um dos gargalos do tratamento dos doentes. “Apenas dois centros públicos para atendimento aos doentes é muito pouco.”

Fonte: IDTECH / HGG








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  • Pacientes de Parkinson fazem dança, fisoterapia e pintura no HGG
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