Goiânia, 20 de setembro de 2017    




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(16/04/2013) Após seis anos, HGG realiza transplante de rins

Procedimento realizado na sexta-feira, dia 12, teve ampla cobertura da imprensa e envolveu toda a equipe do Hospital Alberto Rassi. Momento foi histórico para a unidade e para o paciente Paulo Henrique de Araújo, que já está com os rins funcionando

O Hospital Alberto Rassi – HGG realizou na última sexta-feira, dia 12 de abril, uma operação de transplante de rins, após quase seis anos sem fazer este tipo de procedimento. A equipe de dez médicos e outros profissionais entrou no Centro Cirúrgico às 13h30 e terminou a cirurgia às 18h30, após cinco horas de trabalho. O paciente, Paulo Henrique de Araújo, encontra-se em estado de saúde estável e já está com os rins funcionando.
O jovem de 25 anos, morador de Campinorte, não conteve as lágrimas ao falar com os jornalistas. “A gente sente uma alegria danada, em poder voltar à rotina e ter uma vida melhor”, disse Paulo Henrique. Apesar da emoção, manteve a calma o tempo todo. Saiu do centro cirúrgico consciente e dando sinal de vitória aos fotógrafos. A notícia do transplante foi recebida com muita esperança tanto para sua família quanto para os outros pacientes que sonham com esse momento.

O momento foi histórico para o hospital. A equipe de médicos também se emocionou por poder dar uma esperança de vida ao Paulo Henrique e outros que passam pelo mesmo problema. “Toda a estrutura para realizar esse tipo de procedimento foi renovada e vamos cumprir o nosso papel de prestar assistência de alta complexidade aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)”, disse o diretor-geral do HGG, André Luiz Braga.

O HGG é credenciado pelo Ministério da Saúde para a realização de transplante de rins, mas ficou seis anos sem fazer este tipo de cirurgia devido a deficiências relacionadas a abastecimento e contratação de pessoal. Para o gerente da Central de Transplantes de Goiás, Luciano Leão, a volta da realização de transplantes de rins no hospital Alberto Rassi é uma ótima notícia para o Estado. “É muito positivo porque temos poucos hospitais credenciados para a realização de transplantes em Goiás”, declara.

O nefrologista que acompanhou o sofrimento de Paulo Henrique desde a descoberta da doença, Júlio César Barreto, informou que todo o Hospital foi mobilizado para fazer o transplante. “Desde a direção, corpo médico, farmácia, enfermagem e até o pessoal de serviços gerais trabalharam para que este momento pudesse acontecer”, explicou. Segundo ele, o transplante vai proporcionar qualidade de vida para o paciente, que dependia de sessões de diálise e hemodiálise para continuar vivendo.

Dificuldades
Paulo Henrique descobriu que havia insuficiência renal com 20 anos. Desde então, começou o tratamento no Hospital Alberto Rassi – HGG. Já trabalhou em supermercado e estudou, mas teve que interromper tudo por conta da doença. “Fazia diálise peritoneal quatro vezes ao dia”, explica. A diálise é uma técnica em que o sangue é filtrado através de uma solução infundida em um cateter na barriga. Depois, o paciente passou a fazer hemodiálise em Porangatu, três vezes por semana.

Pelo menos uma vez por mês, Paulo Henrique tinha de vir à Goiânia consultar-se. Encarava mais de quatro horas de estrada e precisava ficar em casas de apoio ou hotel. “Vou voltar para uma rotina normal”, disse esperançoso. Segundo o médico Júlio César, ele continuará sob os cuidados médicos e tomando medicamentos especiais, mas não terá mais de fazer hemodiálise ou diálise. A chance de rejeição ao órgão, que pode acontecer no primeiro ano após o transplante, é de apenas 5%.

Paulo Henrique tinha os rins contraídos. O motivo é desconhecido. Com o transplante, recebeu mais um rim, mas desta vez em pleno funcionamento. No dia seguinte à cirurgia, o paciente conseguiu urinar, apesar ainda de estar em fase de recuperação. A doação do órgão veio de uma mulher, que faleceu na quinta-feira.

Paulo Henrique é a prova da importância de que a doação de órgãos pode salvar vidas. “É preciso ter fé. Acreditar em Deus para que tudo dê certo”, disse o sortudo, que finalmente poderá sonhar com o seu futuro. Ele agradeceu aos médicos, enfermeiras e toda a equipe que o tem atendido.

Fonte: IDTECH / HGG





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