Goiânia, 18 de dezembro de 2017    




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(16/04/2013) Hospital Alberto Rassi - HGG lança projeto pelo uso racional de exames

Proposta do Projeto Pensar, que será lançado nesta quarta-feira, 17 de abril, é conscientizar os médicos sobre a real necessidade da realização dos exames, promovendo a qualidade da assistência ao doente. Em alguns setores do Hospital, o índice de exames normais chega a 74%

Preocupado com a qualidade do atendimento ao paciente do Hospital Alberto Rassi - HGG, o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech), por meio da Diretoria de Ensino e Pesquisa do Hospital, lança nesta quarta-feira, dia 17 de abril, o Projeto Pensar. A iniciativa visa à conscientização dos médicos sobre o uso racional de exames complementares. O lançamento será realizado durante reunião com médicos residentes e internos, às 7 horas, no auditório.
Monitoramento dos pedidos e resultados de exames realizados pelo laboratório do Hospital apontou que em alguns setores da unidade de saúde o índice de resultados normais chega a 74%. O índice está muito além do esperado, considerando que as amostras foram coletadas de pessoas doentes, em tratamento de saúde.
A solicitação indiscriminada de exames tem repercussões negativas para os pacientes, expondo-os à dor, aos riscos de infecções e de anemia por múltiplas coletas e ao desgaste emocional de quem já se encontra fragilizado pela doença. Sem contar o gasto desnecessário para o Sistema Único de Saúde (SUS).
A campanha de conscientização será contínua, com utilização de estratégias variadas. Na reunião de lançamento serão realizadas duas palestras: Uma sobre o Projeto, pelo diretor de Ensino e Pesquisa, o médico Marcelo Rabahi, e a biomédica responsável pelo laboratório do HGG, Bruna Paixão, e outra sobre riscos de múltiplas coletas, pela médica infectologista da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), Priscila Sawada. Também serão utilizados folhetos e um banner explicativo, além de adesivos para os formulários de pedidos, para que o médico lembre-se sempre de avaliar com cuidado se precisa ou não solicitar aquele exame.
O diretor de Ensino e Pesquisa do HGG, Marcelo Rabahi, destaca que o Projeto Pensar não pretende cercear a liberdade do médico na solicitação de exames. A proposta é evitar que os exames complementares não se tornem exames de rotina. ´´Pensar sobre isso é fundamental para o respeito ao paciente, para um raciocínio claro e uma conduta inteligente em cada caso e para um ensino médico mais sensato, pautado pela prática ética e holística´´, pondera.
A estratégia do Projeto é fazer com que o médico responda, a si mesmo, seis perguntas básicas que se iniciam com as letras da palavra pensar: Preciso mesmo do exame? Exprime a investigação? Noção do resultado? Sinaliza o diagnóstico? Altera a conduta? Repetir, por que? Fazendo isso, o médico certamente direcionará melhor o tratamento, obtendo bons resultados sem sofrimentos desnecessários para o doente e sem gastos excessivos para o SUS.



Fonte: IDTECH / HGG






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