Goiânia, 15 de dezembro de 2017    




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(19/04/2013) Médicos do HGG participam do lançamento do Projeto Pensar

Preceptores e residentes participaram na manhã desta quarta-feira, dia 17 de abril, no auditório do Hospital, do lançamento do Projeto Pensar, que visa conscientizar sobre o uso racional dos exames. Em alguns setores do Hospital, o índice de exames normais chega a 74%

Nesta quarta-feira, dia 17 de abril, os médicos do Hospital Alberto Rassi – HGG foram conclamados a aceitar um desafio: Na evolução dos tratamentos de seus pacientes, todas as vezes que empunhar a caneta para preencher um formulário de pedido de exame, avaliar a real necessidade de sua solicitação. O objetivo do desafio proposto pelo Projeto Pensar, lançado em reunião pela manhã, no auditório do Hospital, é conscientizar o corpo clínico sobre o uso racional dos exames complementares.

“A meta é a qualidade do atendimento prestado ao paciente”, explicou o diretor do de Ensino e Pesquisa do HGG Marcelo Rabahi. Auxiliado pela biomédica responsável pelo laboratório, Bruna Paixão, ele apresentou o projeto e os dados estatísticos do Hospital referentes ao assunto. Levantamento feito pelo Laboratório aponta que em alguns setores, o índice de exames normais chega a 74%. Embora não existam estudos científicos sobre o que seria ideal, é possível inferir que o porcentual é alto, pois são amostras coletadas de pacientes internados, ou seja, que estão em tratamento de saúde.

Durante a reunião de lançamento do Projeto Pensar, a presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), Andrea Spadeto, demonstrou em palestra as repercussões negativas para os pacientes da realização indiscriminada de exames. A prática expõe os pacientes à dor, aos riscos de infecções e de anemias por múltiplas coletas. Isso, sem contar o desgaste emocional de quem já se encontra fragilizado pela doença e o gasto desnecessário para o Sistema Único de Saúde (SUS).

“Nosso objetivo é melhorar a qualidade da assistência”, reiterou as palavras de Marcelo Rabahi. “O rigor com os exames existe em qualquer unidade de saúde. Em hospitais particulares, pedidos de exame sem o carimbo do médico responsável nem são realizados”, disse Andréia Spadeto. A médica infectologista colocou a CCIH à disposição para esclarecimentos e marcará uma reunião com os médicos residentes para repassar os dados da comissão e o que está sendo feito em relação à literatura.

Para a médica residente da Clínica Médica Karine Teles Bittencourt, o Projeto Pensar cumpre com o objetivo de fazer com que os profissionais tenham mais cuidado. “As situações apresentadas realmente acontecem muito. Mas por outro lado, os médicos precisam se resguardar e, por isso, boa parte dos exames solicitados pode ter este propósito”, disse. A discussão lançada pela médica é pertinente e faz parte do debate proposto pelo Projeto Pensar: “Um prontuário recheado de resultados de exame não faz diferença no julgamento de um processo por erro médico”, comenta Marcelo Rabahi.

O Projeto Pensar atraiu a atenção do Centro de Reabilitação e Readaptação Henrique Santillo – Crer. O lançamento foi acompanhado pelo diretor técnico do Hospital João Alírio Teixeira da Silva. “Gostaria de parabenizar o HGG pela iniciativa, porque o pedido indiscriminado de exames é um problema grave no serviço público e os dados aqui apresentados mostram claramente esse excesso. É preciso levar o Projeto Pensar para outras instituições, em todas as esferas públicas e privadas”, disse.

A campanha de conscientização do Projeto Pensar será contínua, com utilização de estratégias variadas. Além da abordagem em reuniões com os médicos, como a que ocorreu no lançamento, serão utilizados folhetos e um banner explicativo, além de adesivos para os formulários de pedidos, para que o médico lembre-se sempre de avaliar com cuidado se precisa ou não solicitar aquele exame.

O diretor de Ensino e Pesquisa do HGG, Marcelo Rabahi, destaca que o Projeto Pensar não pretende cercear a liberdade do médico na solicitação de exames. A proposta é evitar que os exames complementares não se tornem exames de rotina. "Pensar sobre isso é fundamental para o respeito ao paciente, para um raciocínio claro e uma conduta inteligente em cada caso e para um ensino médico mais sensato, pautado pela prática ética e holística", pondera.


Fonte: IDTECH / HGG








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