Goiânia, 25 de abril de 2017    




Notícias

(08/05/2013) HGG reestrutura programa para tratamento da obesidade

Idtech e Secretaria de Saúde de Goiás anunciam aumento das vagas para cirurgias bariátricas no Hospital Alberto Rassi, nesta quarta-feira, dia 8 de maio, às 8 horas

O número de obesos do Brasil mais que triplicou nos últimos 40 anos. A estatística do IBGE mostra um crescimento alarmante desta doença crônica. O Hospital Alberto Rassi – HGG, referência na saúde pública por oferecer tratamento gratuito aos pacientes com obesidade mórbida, lança nesta quarta-feira, dia 8 de maio, o novo Programa de Controle e da Cirurgia de Obesidade (PCCO).

O PCCO já existe no HGG desde 2010, mas atendia um número reduzido de pacientes, por falta de profissionais exclusivos para o programa e falta de estrutura do hospital. As cirurgias bariátricas não chegavam a duas por mês (dados de 2011/2012). Com a reestruturação, a meta é chegar a 12, ou seja, um aumento de 400%. “Este crescimento já começou neste mês de abril, quando conseguimos operar quatro pacientes, marca recorde no Hospital. Em maio, a previsão é de chegar a oito e em junho, atingir nossa meta”, explica o diretor-geral André Braga.

Importante destacar que a cirurgia bariátrica é apenas uma parte do tratamento da obesidade. De acordo com o cirurgião bariátrico Juarez Távora, o tempo de preparo de uma paciente que fará a gastroplastia (do tipo fob capella - popularmente chamada de redução do estômago) varia entre 3 a 6 meses. O Programa conta com uma equipe multiprofissional formada por psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, fonoaudiólogos, enfermeiros e nutricionistas. “Esta equipe faz o acompanhamento pré-operatório junto com os médicos e somente com a liberação destes profissionais a cirurgia é realizada”, explica Juarez.

Com a gestão do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech), a equipe do PCCO ganhou profissionais exclusivos e foi realizado um mapeamento das pessoas já inscritas no programa. Estão a espera por uma cirurgia bariátrica 524 usuários. O Idtech chegou a este número por meio de uma central telefônica que entrou em contato com 1876 pessoas que estavam cadastradas desde o ano 2004. “Esse mapeamento foi crucial para que conseguíssemos planejar as ações com base na real demanda pelo tratamento da obesidade”, disse o diretor-geral do HGG.

A central telefônica não conseguiu encontrar 1217 usuários cadastrados. “Estas pessoas, que podem ter mudado de telefone ou teve erro de informação no seu cadastro, devem entrar no site do Idtech para informar o seu interesse em continuar no PCCO”, explica André Braga. O endereço do site é www.idtech.org.br e o usuário deve clicar no banner do programa. O diretor-geral explica ainda que o HGG está fazendo a sua parte, para atender os obesos mórbidos, mas não consegue atender todo o Estado. O Idtech está providenciando móveis especiais para o atendimento ao obeso e já adquiriu 100 peças de enxoval destinado para este público.

“Nós estamos melhorando muito a nossa capacidade, ainda mais com a inauguração do novo Centro de Terapia Intensiva. Entretanto, o HGG realiza centenas de tipos de cirurgias nas áreas da ortopedia, cardiologia, psiquiatria e outras. Por isso, não é possível atender a todos”, argumenta André Braga. Segundo ele, o HGG demoraria mais de três anos e meio para atender todos da fila, sem incluir mais nenhum usuário, por isso, é tão importante que a rede municipal credencie novos prestadores para a cirurgia bariátrica.
Cirurgia bariátrica

O PCCO atende pacientes com obesidade mórbida, ou seja, Índice de Massa Corpórea (IMC) acima de 40 e pacientes obesos com IMC acima de 35, com morbidades (pressão alta, diabetes, apneia do sono). No mês de abril, o Hospital Alberto Rassi-HGG realizou a cirurgia do motorista Ricardo Lopes Medeiros, de 38 anos, que pesava 250 quilos e tinha IMC superior a 60.

Internado desde 27 de março, perdeu em um mês 19 quilos antes da cirurgia, que foi realizada no dia 26 de abril. Hoje, ele está com 234 e a meta é atingir 139 quilos. “O HGG é excelente! Recebi as orientações certas e me adaptei à dieta. Perdi peso sem ficar com fome, pois tive sete refeições diárias. Agradeço muito à equipe médica que me atendeu”, disse o motorista que sonha voltar ao esporte e ter carteira assinada.

Quando se tornou um obeso mórbido, Ricardo teve que fazer apenas free lancer de segurança em eventos. “Ficar em pé estava cada vez mais difícil”, disse. O paciente reclama também da falta de vida social do obeso. “Nós não podemos ir ao teatro, ao cinema, a um restaurante. Certa vez fui fazer uma viagem de avião e foi complicado arrumar duas poltronas. Além disso, não arrumamos emprego fácil”, disse. Com a cirurgia, Ricardo disse estar determinado em ter uma vida nova, tomando muito cuidado com a alimentação.

Fonte: IDTECH / HGG








ARQUIVOS ASSOCIADOS:






IDTECH - Todos os direitos reservados

Rua 01, Qd. B-1, Lt. 03/05 nº 60 - Térreo, Setor Oeste, Cep. 74115-040, Goiânia/GO
Telefone: 62 3209-9700