Goiânia, 23 de setembro de 2017    




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(09/05/2013) HGG realiza ação para orientação sobre Lúpus

No dia mundial de orientação sobre a doença, o Hospital Alberto Rassi – HGG promove ação para esclarecer pacientes sobre a importância do diagnóstico precoce. Doença pode resultar em sequelas graves se não for rapidamente tratada

Referência no tratamento do lúpus para a rede pública, o Hospital Alberto Rassi – HGG realiza, nesta sexta-feira, 10 de maio, ação em comemoração ao dia mundial de conscientização sobre a doença. A partir de 9 horas, a médica reumatologista Eleusa Fleury Taveira ministrará palestra aos pacientes no ambulatório do Hospital. A atividade está sendo promovida em parceria com a Sociedade Brasileira de Reumatologia. Além da médica, estará à disposição do público, o diretor clínico do Hospital e também reumatologista, Antônio Carlos Ximenes.

Simultaneamente, será replicado no Twitter e no Facebook o meme "It’s not Lupus", que iniciou e teve o ápice em 2004, com a série médica House. A cada episódio o protagonista tinha que desvendar um caso de diagnóstico médico difícil e em vários episódios foi diagnosticado lúpus. A recorrência de Lupus na série foi tão grande que criaram o meme "Its not Lupus" ou "Its never Lupus". O meme virá acompanhado da inscrição "Maybe it’s lupus - O lúpus é de difícil diagnóstico e seus sintomas são intermitentes e se assemelham a outras doenças. Conheça o lúpus e converse com seu médico".

O HGG tem aproximadamente 300 pacientes portadores de lúpus em atendimento. São realizadas por semana, 54 consultas. O ambulatório funciona às terças, quartas e quintas-feiras. O acesso às consultas é possível por meio de encaminhamento de outras unidades da rede pública. De acordo com a médica Eleusa Fleury Taveira, um dos maiores desafios atualmente é assegurar o diagnóstico precoce da doença, o que torna o tratamento mais eficaz, evitando sequelas como o comprometimento renal. O lúpus pode levar o doente a necessitar de hemodiálise.

“Neste sentido, a Faculdade de Medicina, em parceria com a Prefeitura de Goiânia, está realizando treinamentos anuais sobre doenças reumáticas, entre as quais, o lúpus, para médicos da rede municipal. Isso tem resultado numa triagem mais ágil dos pacientes para a consulta com o especialista”, comenta Eleusa Fleury Taveira.

O que é lúpus?
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES ou apenas lúpus) é uma doença infamatória crônica de origem autoimune, cujos sintomas podem surgir em diversos órgãos de forma lenta e progressiva (em meses) ou mais rapidamente (em semanas) e variam com fases de atividade e de remissão.

Quais são as características da doença?
São reconhecidos 2 tipos: o cutâneo, que se manifesta apenas com manchas na pele e o sistêmico, no qual um ou mais órgãos internos são acometidos.

Quem tem lúpus?
O lúpus pode ocorrer em pessoas de qualquer idade, raça e sexo, porém as mulheres são muito mais acometidas. Ocorre principalmente entre 20 e 45 anos, sendo mais frequente em pessoas mestiças e nos afrodescendentes.

Qual é a incidência?
No Brasil, não dispomos de números exatos, mas as estimativas indicam que existem cerca de 65.000 pessoas com lúpus, sendo a maioria mulheres. Acredita-se assim que uma a cada 1.700 mulheres no Brasil tenha a doença. Cerca de 4.000 em uma cidade como o Rio de Janeiro.

Quais são os sintomas?
Variam em intensidade de acordo com a fase de atividade ou remissão da doença. É muito comum que a pessoa apresente:
• Cansaço
• Desânimo
• Febre baixa (mas raramente, pode ser alta)
• Emagrecimento
• Perda de apetite

As manifestações podem ocorrer devido a infamação na pele, articulações (juntas), rins, nervos, cérebro e membranas que recobrem o pulmão (pleura) e o coração (pericárdio). Outras manifestações podem ocorrer devido à diminuição das células do sangue (glóbulos vermelhos e brancos), devido a anticorpos contra essas células.


Fonte: IDTECH / HGG





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