Goiânia, 24 de outubro de 2017    




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(14/05/2013) Hospital Alberto Rassi inicia reforma do ambulatório

Obra tem duração prevista de cinco meses e humanizará o agendamento e atendimento de consultas e exames. Custo será de R$ 1,6 milhão. A verba virá do repasse para custeio previsto no contrato de gestão

Por dia, até 1,2 mil pessoas passam pelo ambulatório do Hospital Alberto Rassi – HGG. Em busca de consultas, exames e vale-exames, os pacientes são obrigados a se espremerem em um espaço acanhado, insuficiente, que não oferece a menor condição de organização para o gestor e nem conforto para os usuários, que formam longas filas na porta da unidade. Esta realidade, que persiste desde que o HGG foi reinaugurado, em 1998, vai mudar em cinco meses. Nesta terça-feira, 14 de maio, às 8 horas, na sala de reuniões do Hospital, o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech), Organização Social (OS) gestora da unidade hospitalar, anuncia a reforma das instalações do serviço.

O canteiro de obras começou a ser preparado nesta segunda-feira, dia 13. Dezoito consultórios da primeira ala a ser reformada foram desativados. Para evitar maiores prejuízos aos pacientes que têm consultas agendadas, 12 consultórios foram improvisados por meio da subdivisão de espaços e do aproveitamento de salas de apoio técnico e administrativo, transferidos para o subsolo e 5º andar. Além disso, um terceiro turno de atendimento foi criado, com remanejamento dos ambulatórios de cirurgia plástica, ortopedia, cirurgia bucomaxilofacial e psicologia para o horário das 17 às 21 horas.

Para não prejudicar os usuários, a obra será executada mais lentamente, em cinco meses. “Se fechássemos os consultórios e suspendêssemos o atendimento, faríamos em dois meses”, comenta Rafael Nakamura. Essa possibilidade foi descartada porque não coaduna com a prática do Instituto. A construção do novo CTI no mesmo espaço onde funcionava o antigo foi viabilizada sem a desativação de um único leito sequer. “A OS adaptou uma ala que se encontrava desativada, para onde foram transferidos os 10 leitos existentes.”

Todos os pacientes com consultas agendadas para o período de reforma do ambulatório, que têm alteração de horários das consultas, estão sendo avisados pela Central de Relacionamento com o Paciente. Estavam agendados para esta primeira semana 408 pacientes. Destes, 342 foram localizados. Entre os 66 que não puderam ser comunicados, vários foram os fatores dificultadores como telefones inexistentes, fora de área ou desligados. Sete pacientes não forneceram telefone e um morreu. A central continuará funcionando após a obra. Com a informatização dos consultórios, será responsável pelo agendamento das consultas de retorno. Hoje, para esses agendamentos, os pacientes são obrigados a enfrentar filas.

“Todo o esforço está sendo feito pela OS no sentido de minimizar os transtornos gerados pela reforma, mas sabemos que algum incômodo sempre haverá. Assim, contamos com a compreensão dos usuários”, comenta o coordenador do Idtech. A reforma do ambulatório do HGG custará R$ 1,6 milhão. O recurso que está sendo investido virá do repasse para custeio previsto no contrato de gestão. Neste valor não estão incluídas despesas com mobiliário e equipamento.



Projeto vai humanizar espaços e atendimento

O novo ambulatório do Hospital Alberto Rassi – HGG será totalmente climatizado. A recepção dos consultórios, no primeiro andar, terá lugar para 358 pessoas sentadas e banheiros masculino e feminino. O usuário não terá mais de esperar sua vez sob o sol ou a chuva, em filas que dobram quarteirão na porta da unidade, nem espremidos na recepção apertada existente hoje. Para a construção da nova recepção será incorporado o espaço aberto ao qual se tem acesso pela rampa.

Além de aguardar sentado, o paciente terá à disposição TV coorporativa, para divulgação de informações úteis, além de programação de entretenimento. Espera-se que esta nova recepção, aliada ao sistema inteligente de agendamento de consultas, por telefone, e às senhas eletrônicas, já implantadas, sejam suficientes para acabar com o problema. Com o agendamento por telefone o paciente irá ao hospital apenas no dia da sua consulta.

O projeto prevê ainda 30 consultórios distribuídos em cinco alas, sendo uma delas para especialidades que exigem estrutura diferenciada, como odontologia para pacientes especiais e oftalmologia. Além da espera principal, serão instalados assentos nos corredores das alas dos consultórios das especialidades, para maior conforto do usuário.

Salas de procedimentos, enfermagem e um espaço de uso multidisciplinar que poderá ser usado como miniauditório foram concentrados próximos à entrada, para facilitar o acesso. O mesmo foi feito com o Serviço Social, que estará estrategicamente localizado para que tenha facilidade para dar apoio tanto ao ambulatório quanto à recepção de internações, outro grande diferencial do projeto.

Hoje, não há no Hospital Alberto Rassi um espaço adequado para o acolhimento dos pacientes que serão internados. A recepção de internação ocupará a área onde funcionava o Serviço de Arquivo Médico e Estatística (Same), que está sendo todo informatizado, e concentrará todos os serviços relacionados aos pacientes encaminhados para hospitalização, entre os quais, o Núcleo Interno de Regulação (NIR).

“As novas instalações foram pensadas para garantir a humanização do atendimento e está prevista, por exemplo, uma sala de intercorrências, para acolher com mais conforto quem está acamado ou em cadeiras de rodas”, explica a arquiteta Tereza Cristina Paes Del Papa, responsável pelo projeto.

Os serviços de diagnóstico, no andar inferior ao dos consultórios, terão recepção própria, com mais 159 lugares. A espera funcionará onde hoje também há um espaço aberto. A rampa será eliminada e o acesso à recepção do ambulatório, será por escada e elevadores. A guarita da portaria B continuará existindo, apenas para ambulâncias. Todo o acesso dos pacientes passará a ser pela Rua 9-B, em frente ao serviço de emergências médicas da Unimed.



Fonte: IDTECH / HGG






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