Goiânia, 24 de setembro de 2017    




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(28/05/2013) HGG realiza cirurgia para controle de crises convulsivas

Procedimento foi realizado em paciente encaminhada pela Justiça. Embora não seja habilitado pelo Ministério da Saúde para o procedimento, HGG tem competência técnica e condições técnicas para o atendimento. Habilitação é pleiteada junto ao governo federal

O Hospital Alberto Rassi – HGG realizou nesta sexta-feira, dia 24 de maio, cirurgia para implante de estimulador de nervo vago. O aparelho é uma espécie de marca-passo colocado na região do pescoço do paciente que ajuda a controlar crises convulsivas causadas por epilepsia refratária, que não tem indicação de cirurgia convencional e também não responde a tratamento clínico.

A cirurgia, que é realizada somente na rede privada, foi feita em paciente encaminhada pela Justiça, com liminar obtida por meio do Ministério Público. Apesar de contar com especialista e condições técnicas para realizar o procedimento, o Hospital não está habilitado para este tipo de cirurgia pelo Ministério da Saúde. Portanto, o Estado não receberá o valor pago pelo procedimento.

A paciente Lorena Araújo Souza, de 20 anos, sofre de crises convulsivas desde os quatro meses de idade. Ela diz que nunca pode ficar sozinha por conta da epilepsia. Não estuda, não trabalha e deposita suas esperanças na cirurgia para resolver o problema que a acompanha desde a infância. “Espero poder fazer veterinária e com minha independência financeira cuidar de quem sempre cuidou de mim... meu pai e minha mãe.”

Responsável pela cirurgia, o médico neurocirurgião Jean Louis schoepfer observa que a cirurgia não é curativa. Ele explica que o dispositivo implantado reduz as crises sensivelmente, de 70 a 80%, em 30% dos pacientes operados. “Não é um método curativo. O aparelho é regulado de acordo com a resposta do paciente, após a cirurgia. No futuro se houve melhora, podemos reduzir a medicação, o que minimiza efeitos colaterais.”

Na rede particular, a cirurgia custaria R$ 150 mil, dos quais R$110 mil só do aparelho. “O aparelho não está no rol dos procedimentos do Ministério da Saúde. Se fosse habilitado para a cirurgia, o Estado receberia pelo procedimento.” Um projeto de lei prevê a inclusão do custo do equipamento pelo SUS mas nãol foi aprovado”, comenta o cirurgião Jean Louis schoepfer.


Fonte: IDTECH / HGG





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