Goiânia, 28 de abril de 2017    




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(19/06/2013) Solicitações de exames terão de ter discriminada a indicação clínica

Exigência foi baixada pela Diretoria de Ensino e Pesquisa em atenção às diretrizes do Projeto Pensar, que foi lançado em abril no Hospital Alberto Rassi – HGG para estimular o uso racional dos exames complementares

Mensalmente são realizados em torno de 20 mil exames complementares no Hospital Alberto Rassi – HGG. Levantamento feito pelo laboratório, aponta que em alguns setores do Hospital, o índice de exames normais chega a 74%. Embora não existam estudos científicos sobre o que seria ideal, é possível inferir que o porcentual é alto, pois são amostras coletadas de pacientes internados, ou seja, que estão em tratamento de saúde. Essa preocupação foi o mote que levou ao lançamento, em abril, do Projeto Pensar, pelo uso racional dos exames complementares, e agora embasa Circular Interna da Diretoria de Ensino e Pesquisa do HGG, que exige indicação clínica para a realização de coletas solicitadas.

Desde o dia 15 de junho, todas as solicitações de exames complementares têm de apresentar esse campo do formulário adequadamente preenchido para que as coletas sejam efetuadas pela equipe do laboratório. A biomédica responsável pelo laboratório, Bruna Paixão, explica que a ideia é que o médico pese, de fato, a real necessidade da realização do exame toda vez que empunhar a caneta para preencher um formulário de solicitação. “A meta é a qualidade do atendimento prestado ao paciente”, reforça o diretor do de Ensino e Pesquisa do HGG Marcelo Rabahi.

Durante a reunião de lançamento do Projeto Pensar, a presidente da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), Andrea Spadeto, demonstrou em palestra as repercussões negativas para os pacientes da realização indiscriminada de exames. A prática expõe os pacientes à dor, aos riscos de infecções e de anemias por múltiplas coletas. Isso, sem contar o desgaste emocional de quem já se encontra fragilizado pela doença e o gasto desnecessário para o Sistema Único de Saúde (SUS).

O diretor de Ensino e Pesquisa do HGG, Marcelo Rabahi, destaca que nem o Projeto Pensar e nem a Circular Interna – encaminhada à Coordenação do Idtech, à diretoria do Hospital, à Comissão de Residência Médica (Coreme) e às chefias médicas e de enfermagem – não pretende cercear a liberdade do médico na solicitação de exames. A proposta é evitar que os exames complementares não se tornem exames de rotina. ´´Pensar sobre isso é fundamental para o respeito ao paciente, para um raciocínio claro e uma conduta inteligente em cada caso e para um ensino médico mais sensato, pautado pela prática ética e holística´´, pondera.


Fonte: IDTECH / HGG






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