Goiânia, 21 de novembro de 2017    




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(22/07/2013) Comitê de Ética em Pesquisa do HGG tem registro renovado

Criado oficialmente no ano 2000, o CEP do Hospital Alberto Rassi tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento da pesquisa. Mensalmente, são acompanhados cerca de 5 a 10 protocolos

O Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Alberto Rassi - HGG (CEPHGG) teve seu registro renovado pelo Ministério da Saúde, de acordo com carta circular divulgada no mês de junho. Essa conquista significa que o CEP continua tendo condições de analisar e acompanhar as pesquisas que envolvem seres humanos, levando em consideração as normas éticas. Já foram analisados cerca de 700 protocolos de pesquisa, tanto do próprio hospital, quanto de outras instituições que não possuem comitê próprio.

O CEP é formado por médicos, cirurgião dentista, biomédico, psicólogo, farmacêuticos, fisioterapeuta, teólogo, assistente social, contador e um representante dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, são 17 membros voluntários que se reúnem toda segunda quinta-feira de cada mês. Coordenado pela médica infectologista Andréa Spadeto Aires, o comitê analisa atualmente de 5 a 10 protocolos de pesquisa mensalmente.

Na última reunião, no dia 11 de julho, os membros da CEP discutiram projetos como a eficácia do uso de ultrassom no tratamento de úlceras de pressão, a reabilitação motora da doença de Parkinson, estudos clínicos, estudos de bioequivalência, estudos de biodisponibilidade, entre outros. "O Comitê está funcionando em sua plenitude, e vem trabalhando com bastante intensidade. Com a implantação da Plataforma Brasil, houve um avanço ainda maior", disse o diretor clínico do HGG, Antônio Carlos Ximenes.

PhD em medicina e com mais de 80 artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais, Antônio Ximenes foi um dos fundadores do CEP e continua contribuindo para a análise dos protocolos. "O Hospital Alberto Rassi, sob a gestão do Idtech, vem trabalhando em cima do tripé que envolve a assistência, o ensino e a pesquisa. E o Comitê tem dado todo o suporte e o aval ético para os projetos de pesquisa", informa o médico.

De acordo com a secretária do CEP-HGG, Godiva Porto, o Comitê contribui para a melhoria qualitativa das pesquisas e para o questionamento das mesmas enquanto instrumento de desenvolvimento humano e social. " E ainda, colabora com outras Instituições que não possuem Comitê de Ética em Pesquisa avaliando os projetos de pesquisa a serem desenvolvidos nelas", explica.

O padre argentino Rafael Magul, que era membro do comitê de ética e pesquisa do Hospital Rivodavia, em Buenos Aires, participou pela primeira vez da reunião no HGG. "Em todas as pesquisas realizadas devem existir critérios, e a presença da religião vem para trazer o lado humano, formado por valores e princípios", explica o papel de um religioso no grupo. Segundo ele, a avaliação dele procura colocar o homem como o centro do universo, atendendo os interesses de um bem comum, nunca voltado para apenas o aspecto mercadológico.

O presidente do Conselho Estadual de Saúde, Venerando Lemes de Jesus, que representa os usuários no Comitê, afirma que essa representatividade é essencial. "O CEP não teria condições de funcionar sem a presença do usuário, que é o maior interessado nos avanços científicos. Ele precisa entender como funciona o fluxo das pesquisas desenvolvidas", considera. Segundo ele, apesar das manifestações que explodiram no final de junho, a participação popular ainda é pouca e que o cidadão precisa explorar mais o controle social.

Fonte: IDTECH






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