Goiânia, 29 de junho de 2017    




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(30/08/2013) Pneumologistas alertam para riscos do cigarro

Ação do Dia Nacional de Combate ao Fumo conscientizou pacientes do hospital sobre as substâncias nocivas e as doenças relacionadas ao fumo

O Hospital Alberto Rassi – HGG reuniu, nesta quinta-feira, 29 de agosto, os cerca de 200 pacientes do ambulatório que aguardavam consultas para uma campanha de conscientização contra os malefícios do cigarro. A pneumologista Heicilainy Gondim relatou aos pacientes as substâncias químicas encontradas no cigarro e as principais doenças que acometem os pacientes em decorrência do fumo. A ação fez parte do Dia Nacional de Combate ao Fumo.

“Um cigarro contém 4,7 mil tipos de veneno, 43 deles são cancerígenos”, enumerou a médica. “Se os produtos com filtro têm alto risco de levar o fumante a um infarto, os sem filtro dão câncer na boca e na garganta. Então não há escapatória”, continuou. Neles podem ser encontradas substâncias como a acetona (removedor de esmaltes), a amônia (desinfetante de pias e privadas), a terebentina (solvente de tintas), a naftalina (veneno para baratas), o formol (conservante de cadáver) e o fósforo (usado em veneno para ratos).

O tabagismo pode causar enfisema, danos aos dentes, envelhecimento precoce, derrames cerebrais, úlceras no estômago, trombose nas pernas e infarto, além de levar à morte. A ação contou também com a conscientização por meio de dramatização. A caipira Dona Benta, interpretada pela atriz Neli Santos, contou, em linguagem simples, os perigos do cigarro aos pacientes.

A escolha da personagem não foi ocasional. “Em um levantamento realizado há dois anos no HGG, vimos que o maior número de fumantes era da manutenção, da limpeza e da lavanderia, além das equipes do CTI e da diálise”, conta Heicilainy. A incidência é maior nestes setores por conta da classe social e do estresse causado pelo trabalho. A ação, que contou com o apoio dos residentes de pneumologia e dos estudantes de biomedicina e fonoaudiologia da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), também foi feita com os colaboradores do hospital.

Os próprios pacientes se revezaram no microfone para contar suas histórias de superação. O ex-comerciante José Sabino Pedroso, mais conhecido como Juca, de 79 anos, conta que parou há 50, por conta de uma úlcera no duodeno. “Não existe remédio pra parar. Meu remédio foi vergonha na cara”, diz Juca. “E tenho uma filha que fuma e que já teve AVC, mas não larga o cigarro”, confessa.

O auxiliar de serviços gerais Ismar Pereira observava atentamente a movimentação e apoiava. Ele tinha dificuldades para falar e respirar por conta do cigarro, mas fez questão de mostrar que, por causa do vício, teve que fazer uma traqueostomia, que o deixou com um orifício aberto no pescoço. O ex-encarregado de obras, Divino Horácio de Almeida, de 72 anos, parou há 33 e agora procura conscientizar todos que vê fumando. “Perdi meu cunhado, por conta de um câncer de pulmão. Sofri muito”, conta.


Fonte: IDTECH






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