Goiânia, 21 de novembro de 2017    




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(22/10/2013) HGG realiza cerca de 400 atendimentos de prevenção da obesidade

Nesta sexta-feira, dia 11 de outubro, 42 profissionais da assistência social, enfermagem, psicologia, fonoaudiologia, nutrição, fisioterapis orientaram a população

Cerca de 400 pessoas foram atendidas no evento do Hospital Alberto Rassi – HGG em comemoração ao Dia Nacional da Prevenção da Obesidade, nesta sexta-feira, dia 11 de outubro. A ação contou com 42 profissionais que fizeram atendimentos individualizados ou em pequenos grupos nas áreas da assistência social, enfermagem, psicologia, fonoaudiologia, nutrição e fisioterapia.

O evento foi aberto por uma apresentação do grupo Senhoras do Cerrado, cujas atrizes recitaram poemas de Cora Coralina. Uma das participantes, Rita Tokida, é uma das pacientes do Programa de Controle e Cirurgia da Obesidade (PCCO) do HGG. Ela, que já fez cirurgia bariátrica, sabe bem a importância da prevenção e dos cuidados da saúde. “Não se deve deixar a obesidade chegar a um caso grave, como aconteceu comigo”, disse.

Além do atendimento, a ação no HGG contou com palestras do fisioterapeuta Maurício Antônio de Farias, que mostrou como é possível fazer atividades físicas em casa e combater o sedentarismo. “As pessoas acham que é preciso ir até a academia, mas existem fórmulas simples para mexer o corpo”, disse ele, que deu várias dicas, com materiais baratos e fáceis de encontrar no mercado.

De acordo com a assistente social Sônia Cristina Kuramoto, que atua há 15 anos no PCCO, é a primeira vez que o HGG promove um evento de prevenção da obesidade. De acordo com ela, pacientes de várias partes de Goiânia e do Estado estiveram presentes. “Esse bate-papo informal com os participantes deu um resultado muito positivo. A aprovação foi grande, principalmente com os idosos”, explica.

A enfermeira do Programa, Graziela Freire Cavalcante, convidou também os acadêmicos 16 acadêmicos de enfermagem da Pontifícia Católica de Goiás (PUC-GO) e seis estudantes do curso técnico de enfermagem do Senac. “Tivemos ainda a participação dos profissionais que fazem residência médica nas áreas da enfermagem, psicologia, fonoaudiologia e nutrição. O evento também teve um importante papel na área do ensino do HGG”, disse.

Esclarecimento
Para os profissionais de saúde, a principal contribuição do evento foi a oportunidade de passar informações aos participantes. “Existe uma carência de conhecimento. Uma senhora me mostrou na sacola que havia comprado mortadela, sendo que ela tinha pressão alta”, conta a nutricionista Tânia Maria Barbosa. De acordo com a profissional, o Brasil precisa de uma política séria de alimentação e nutrição.

“O que vai mais matar futuramente é o erro alimentar. Serão problemas de hipertensão, colesterol, diabetes e obesidade”, continua a nutricionista. Ela destaca que alimentação saudável não significa alimentação de alto custo. “Para se alimentar bem, é preciso ter saber o que está comendo. A leitura dos rótulos das embalagens é importante”, explica Tânia.

A fonoaudióloga Cristiane de Cássia Caldas levou palitinhos de cenoura para os participantes perceberem como “enganar” a fome naquele momento de ansiedade. Dicas como não beber água durante as refeições e mastigar bem os alimentos ajudam a prevenir o aumento de peso. “Precisamos voltar a apreciar os alimentos”, considera.

As psicólogas Magda El Zein Falluh, Larissa Martins Santos, abordaram sobre obesidade infantil e transtornos alimentares. “Muita gente que esteve aqui nunca teria esse tipo de informação se não viesse ao HGG. Eles vão disseminar o que aprenderam para os filhos e restante da família, ajudando na prevenção da doença”, disse Magda.

Para o cirurgião bariátrico e coordenador do PCCO, Juarez Távora, a prevenção é uma política bastante aplicada pelos países desenvolvidos. “Nós fazemos cirurgias para perder peso, portanto, é importante campanhas para que as pessoas não ganhem peso”, ilustra ele, que incentiva seus filhos para a prática de esportes.

O HGG é o único hospital estadual que realiza cirurgias bariátricas. “É um procedimento caro e realizado somente em casos graves. Lembrando que a obesidade é uma doença que vem crescendo de forma assustadora e o HGG não consegue e não pode ser o único a ter este tipo de tratamento em Goiás”, considera o cirurgião.

Aprovado
A artesã Wilsimeire Rosa da Silva, adorou participar da ação. “Vim agendar uma consulta e ganhei várias informações. Achei interessante o que as psicólogas e as nutricionistas me disseram”, conta. Ela, que adora doces e descontava a ansiedade na comida, percebeu o quanto é importante se controlar. A dona de casa Patrícia Pereira de Alencar, de Trindade, também gostou muito. “Estou com o peso dentro do que é considerado saudável, mas me chamaram a atenção quanto ao fato de eu não fazer nenhuma atividade física”, contou.


Fonte: IDTECH






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