Goiânia, 24 de outubro de 2017    




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(17/12/2013) Comunicadores levam alegria a pacientes do HGG

Vestidos a caráter, jornalistas percorreram todas as alas do hospital, onde brincaram e conversaram com pacientes e acompanhantes, deixando uma mensagem de esperança

Acostumados a assistir aos noticiários e a ler reportagens no dia a dia, pacientes, acompanhantes e colaboradores do Hospital Alberto Rassi – HGG tiveram uma experiência diferente nesta terça-feira, 17 de dezembro: eles viram os jornalistas, alguns deles velhos conhecidos da telinha, de uma forma como jamais imaginaram. Os profissionais da imprensa atenderam ao chamado da Secretaria Estadual de Saúde e do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech) e se transformaram nos Comunicadores da Alegria. Vestidos com jalecos, pintados de palhaços, com perucas, anéis, gravatas e outros acessórios extravagantes, eles visitaram as enfermarias e até o Centro de Terapia Intensiva (UTI) do hospital, levando uma mensagem de alegria, solidariedade e proporcionando leveza ao ambiente hospitalar. Em troca, receberam muito carinho e mensagens de esperança.

Foram momentos de alegria e emoção para quem estava no HGG. Pacientes, inclusive em leitos de terapia intensiva, se comoveram com a visita inesperada. Os jornalistas também viram os pacientes e o hospital de uma forma diferente, como agentes, com a responsabilidade de ouvir relatos e despertar sorrisos. “Foi uma experiência interessante, até para mudar nossa mentalidade. Somos acostumados a criticar, cobrar. É preciso nos desarmar um pouco”, disse o apresentador Oloares Ferreira, da TV Record. “É também um momento de descontração para nós, comunicadores, que enfrentamos um dia a dia tão sisudo e cheio de problemas. É importante para nós e para eles”.

A jornalista Flávia Guerra, do jornal O Hoje, deixou uma enfermaria da Clínica Médica muito emocionada, depois de fazer uma oração para um paciente. “É bom viver esse tipo de experiência para valorizar as coisas às quais não damos muita importância no cotidiano”, relatou. “Estou muito feliz por ter vindo, muito agradecida por ter sido convidada”. Quem também se emocionou, em visita às crianças da Clínica Cirúrgica foi o apresentador Joel Datena, da TV Goiânia. “A menina (Andressa Gonçalves de Oliveira, de 6 anos) se parece muito com meu filho mais novo. Fiquei muito emocionado”, afirmou Datena.

Andressa fez cirurgia de adenoide e amídalas na seguinda-feira. A mãe dela, Hérica Patrícia Silva de Oliveira, disse que a visita dos comunicadores foi uma surpresa muito bem-vinda. “Eles animaram as crianças e isso ajuda na recuperação delas, com certeza”, observou. Na cama ao lado, Hérica Batista de Morais, de 5 anos, também submetida a uma cirurgia de garganta, era só animação. “Não estávamos esperando, foi uma grande alegria receber essa visita, ainda mais em um hospital”, contou a mãe de Hérica, Eliane Batista dos Santos. Em outra ala cirúrgica, Lusmar Terezinha de Souza, submetida a cirurgia bariátrica, ganhou e distribuiu beijos. “É bom para eles (os jornalistas) e também para nós”, avaliou.

“Cinco estrelas”
Uma das pessoas que mais aproveitaram a visita dos Comunicadores da Alegria ao HGG foi a aposentada Ireibes Rosa de Carvalho. Esbanjando bom humor, aos 66 anos, ela deu entrevista, deu e ganhou abraços e afagos. “Aqui é um hotel cinco estrelas”, comparou Ireibes. “Isso aqui é ótimo. A gente come, bebe, dorme, tem roupa lavada e não paga nada. É nota 20, nem é 10 mais”, brincou a aposentada, que foi submetida a cirurgia para retirar uma hérnia. “Nem sei se quero voltar para casa, porque lá eu tenho de fazer tudo”, acrescentou. Quem também acompanhou os comunicadores nas visitas foi Ludmila Gomes da Silva, de 20 anos, que se recupera de uma traqueostomia. Com maquiagem nos olhos e batom nos lábios, ela ensinou que não se deve deixar abater em situações delicadas.

O jornalista Jordevá Rosa, da TV Serra Dourada, definiu a experiência como “fantástica”. “É muito bom estar junto dessas pessoas em situação tão difícil e levar um pouco de alegria ao ambiente de hospital, especialmente em véspera de Natal, quando as pessoas ficam mais tocadas”, disse. “A reação das pessoas foi muito estimulante, elas realmente receberam a alegria como um remédio”, acrescentou Jordevá. Reynaldo Rocha, da TV Brasil Central, fez uma observação semelhante. “Uma coisa é saber da vida das pessoas por ouvir dizer. Aqui, estamos em um hospital de referência, vendo que as pessoas sofrem, mas também estão esperançosas e confiantes no tratamento”, disse Reynaldo. “Saio daqui aliviado, sabendo que é possível ter esperança e que as soluções existem”.

Ulisses Aesse, do Diário da Manhã, ressaltou que depois que as organizações sociais assumiram a gestão dos hospitais, especialmente no HGG, o clima ficou mais “hospitaleiro”. “É uma gestão que tirou um pouco daquela sisudez, daquele clima negativo de hospital, tornando o ambiente mais acolhedor, o que é uma iniciativa importante para restabelecer as pessoas e deixar o ambiente humanizado. Assim elas se recuperam melhor”. O jornalista Marco Antonio Ferreira, da Fonte TV/Rádio Aliança, incorporou o “Milk Sheik”. Com a cabeça coberta por um turbante branco, ele parecia mesmo um sheik árabe. “Ver de perto o problema que os outros enfrentam nos deixa mais humanos”, disse. Já a apresentadora Aurélia Guilherme, do programa Boa Vida, incorporou a palhaça “Maurélia”, com risadas que ecoaram pelos corredores do hospital e despertaram muitos risos.

Diretor técnico do HGG, o médico Rafael Nakamura destacou que há comprovação científica de que os componentes ambiental e psicológico fazem com que os pacientes se recuperem mais rapidamente e sintam menos dor. “Não é achismo, há pesquisas que mostram que iniciativas de humanização, como essa, fazem a diferença para os pacientes, inclusive os graves”. Nakamura explicou que a intenção do Idtech foi mostrar que o modelo de gestão hospitalar inteligente que o Estado implementou no HGG, por meio do contratos de gestão com o Idtech, permitiu, além de investir na infraestrutura e na melhoria dos serviços e do atendimento oferecidos, realizar ações diferentes, importantes para os pacientes.

O secretário estadual de Saúde, Antonio Faleiros, agradeceu aos jornalistas por saírem de suas atividades para levar esperança às pessoas acamadas, muitas delas pacientes graves. “Isso é humanização do atendimento”, ressaltou. “Por meio dessas parcerias, os hospitais estão abrindo as portas para que pessoas importantes deem sua contribuição. Hoje podemos abrir os hospitais porque sabemos que eles têm um atendimento igual ou melhor que o de qualquer hospital particular do País”.



Fonte: IDTECH






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