Goiânia, 22 de agosto de 2017    




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(11/03/2014) HGG zera fila de cirurgias na face

Ao completar um ano, o Programa de Tratamento de Deformidades Faciais (Proface) registrou 178 procedimentos cirúrgicos

O Hospital Alberto Rassi – HGG conseguiu zerar a fila de espera por cirurgias na face ao completar um ano do Programa de Tratamento de Deformidades Faciais (Proface). Desde março de 2013, foram realizados 178 procedimentos cirúrgicos, o que significa um aumento de 394%, comparado ao mesmo período do ano anterior. Nesta terça-feira, dia 11 de março, foi apresentado o balanço do Proface e os caminhos para que os usuários sejam atendidos pelo hospital.

O Proface foi implantado no HGG no dia 8 de março de 2013 com a proposta de aumentar as vagas para tratamento facial, como a correção de lábios leporinos e de deformidades nos maxilares. O Programa é fruto de um termo de cooperação assinado por representantes do Ministério Público, Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech) – organização social responsável pelo HGG – e Associação de Combate às Deformidades Faciais (Reface).

De março de 2013 a março de 2014, foram realizadas 178 cirurgias. Número bem acima do mesmo período do ano anterior, quando apenas 36 pessoas foram operadas. De acordo com o coordenador do Proface, Fernando Almas, os interessados no atendimento do programa devem ir até uma unidade básica de saúde, consultar-se com um profissional e, se necessário for, ser encaminhado ao HGG “Com muito empenho, conseguimos zerar a demanda por estes procedimentos e tratar pessoas que aguardavam até dez anos por atendimento”, disse.

O coordenador ressalta que ainda há uma carência de informações destinadas aos profissionais da unidade básica. “Aqui no HGG estamos aptos a tratar qualquer deformidade facial, tanto em nível ambulatorial, quanto hospitalar, de média e alta complexidade em pessoas com mais de 11 anos”, reforça. A meta agora é trazer mais pacientes com deformidades faciais ao hospital.

Uma das atendidas pelo Proface é a confeiteira Sônia Maria Marques, de 48 anos, nasceu com hiperplasia mandibular (grande crescimento das mandíbulas). Ela conta que já estava conformada com a aparência e achava que sua situação não tinha mais solução. “Eu tentava sempre manter a cabeça erguida para levar a vida, porque é assim que todo deficiente tenta fazer”, conta emocionada.

Outro caso de destaque é o de Benedita Aparecida do Nascimento, que sofreu um acidente quando brincava aos oito anos de idade e acabou deslocando a mandíbula. “É como caminhar no deserto sem sapatos. É complicado. Às vezes nem dá vontade de comer, porque é tão difícil mastigar”, lamenta. Após anos mais de duas décadas de sofrimento, chegou a vez dela se operar. O procedimento, de acordo com o cirurgião Fernando Almas, deve ser feito dentro de três semanas.

No entanto, o olhar das pessoas a incomodavam e ela evitava, muitas vezes, sair de casa. “As pessoas estavam sempre fazendo questão de te lembrar, através do olhar, porque elas procuram o ângulo da deformidade. Ninguém te ajuda a esquecer. A própria deformidade não deixa”, diz. Sônia está na metade do tratamento e há fez uma cirurgia ortognática. Atendida por uma equipe de multiprofissionais – odontologia, fonoaudiologia, fisioterapia, nutrição e psicologia – a expectativa é de que até o final do primeiro semestre a segunda parte do processo seja finalizada.

Fonte: IDTECH





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