Goiânia, 14 de dezembro de 2017    




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(02/06/2014) Gestantes recebem orientações no Dia da Redução da Mortalidade Materna

Ações desenvolvidas no Jardim do Cerrado 6, na última quarta-feira, dia 28, tiveram com objetivo conscientizar gestantes sobre a importância da realização do Pré-Natal, amamentação e aspectos emocionais da gravidez

Mulheres gestantes que moram na região do Jardim do Cerrado, Região Noroeste da capital, tiveram programação especial nesta quarta-feira, dia 28. Em comemoração ao Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, o movimento Nós Podemos Goiás, coordenado pelo Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech), promoveu na Unidade de Atenção Básica a Saúde da Família do Jardim (UASBF), do Cerrado 6, palestras educativas e sorteio de brindes. Temáticas como amamentação, parto normal e depressão pós-parto foram abordadas no evento.

A enfermeira chefe da UASBF Jardim do Cerrado 6, Aurélia Álvares, explicou às participantes a importância de se realizar corretamente o Pré-Natal. De acordo com ela, os exames previnem o surgimento de doenças e detectam futuros problemas de saúde. “Muitas vezes a mulher, no final da gestação, tem dificuldade de ir ao médico. A barriga começa a pesar mais, o cansaço bate mais forte, e é mais complicado mesmo se deslocar. Mas, mesmo com todas as dificuldades, é de extrema importância que a gestante não deixe de ir até o posto de saúde”, recomendou.

A enfermeira frisa, ainda, que é durante o Pré-Natal que a mulher aprende os primeiros cuidados com o bebê. Ela conta que, no consultório, os profissionais orientam as pacientes gestantes sobre como lidar com situações cotidianas da criança e alertam para comportamentos que devem ser evitados pelas mães. “Toda mulher tem milhares de dúvidas quando está grávida. O Pré-Natal é o momento de descobrir o ser que está sendo gerado, e o acompanhamento médico serve para tirar todas as dúvidas.”

A participante Shayane Michelly, de 27 anos, está grávida do segundo filho. Durante a gestação da primeira criança, há dez anos, ela expõe que não havia o acompanhamento médico de mulheres grávidas que existe hoje. “Na minha época não tinha isso de fazer o Pré-Natal, e por isso eu cometi erros que hoje não cometerei mais. As orientações que recebi nas palestras também foram ótimas, muitas coisas ditas aqui eu sequer sabia”, pontua.

Renata Zaiden, enfermeira obstetra da UASBF do Jardim do Cerrado 4, esclareceu todas as dúvidas das gestantes quanto a amamentação e partos. Para ela, a primeira mamada do bebê é o momento mais importante entre mãe e filho. “Muitas mulheres têm medo de que o leite não desça, e isso é normal. O primeiro processo de amamentação é um momento particular e único para a criança e a mulher, eu sempre recomendo que seja realizado somente entre os dois, ou assim que a criança nasce.”

Outro assunto abordado pela enfermeira obstetra foi a realização do parto normal. Renata incentivou às participantes a optarem sempre pelo parto normal, isto se não houver nenhuma restrição médica. Segundo a profissional, o parto natural é de recuperação rápida, enquanto a cesárea é um procedimento cirúrgico em que é necessário o corte de seis camadas de pele até chegar ao bebê. “A natureza funciona sozinha! Quando a mulher opta pelo parto cesariano a criança não é estimulada a nascer”, ilustra.

A psicóloga Andrea Thomé trabalhou o lado emocional das futuras mães. A profissional orientou quanto alguns comportamentos naturais da gestação, como os desejos e enjoos, e também casos mais graves, como quadros de depressão pós-parto. “Durante a gravidez existe uma variação enorme dos hormônios, acontece por exemplo de em um determinado momento a gestante desejar muito algo, e depois odiar. Muitas chegam a acreditar que está ficando louca, mas tudo isso é absolutamente normal.”

Todavia, a psicóloga frisa que quando um comportamento começa a prejudicar as relações da mulher, é necessário buscar ajuda profissional, sobretudo por causa da depressão pós-parto. De acordo com Andrea os sintomas mais comuns da doença são a agitação e irritabilidade, falta de prazer em todas ou quase todas as atividades, sentimentos negativos em relação ao bebê e reclusão social. “A depressão pós-parto é coisa séria, e a maioria das mulheres não sabe lidar com ela. É imprescindível procurar tratamento com um psiquiatra para que ele prescreva medicação para tratar a doença”, indica.

Mas, o que mais interessou a participante Bethânia Barroso, de 32 anos e grávida do terceiro filho, foram as técnicas da massagem Shantala e relaxamento, aplicados pela psicóloga. Capaz de aliviar cólicas e proporcionar equilíbrios físico e emocional ao bebê, a Shantala é uma forma de aproximar mãe e filho. “Eu já tenho dois filhos, mas nunca tinha participado de palestras tão orientadoras assim. Me interessei muito pelas técnicas de relaxamento, e pela massagem, achei incrível como o bebê fica calmo.”

As ações no Jardim do Cerrado 6 contemplaram o calendário da Secretaria Nacional de Mobilização do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade, que visa o alcance do quarto e quinto Objetivo do Milênio: redução da mortalidade infantil e melhoramento da saúde materna, respectivamente.


Fonte: IDTECH






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