Depois de passar 40 dias no CTI, paciente se emociona com Sarau do HGG



Edição do projeto teve a participação do cantor e compositor Amauri Garcia, que pela terceira vez levou voz e violão aos pacientes em tratamento no Hospital Alberto Rassi – HGG

Depois de ficar 40 dias em coma no Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Alberto Rassi – HGG, a pensionista Valdivina Rodrigues voltou a sorrir. A paciente recebeu nesta sexta-feira, dia 23, a visita do cantor e compositor Amauri Garcia, que pela terceira vez participou do projeto Sarau do HGG, levando clássicos da Música Popular Brasileira (MPB) ao som de voz e violão pelos corredores, enfermarias e CTI da unidade.

Com quadro agudo de pancreatite, a paciente foi transferida há 10 dias para a enfermaria. Valdivina contou que não recebia visita de ninguém há dois dias, e por isso estava entristecida. Porém, na sexta-feira, além da visita do Sarau do HGG, a paciente recebeu também a companhia de um padre participante do serviço de capelania hospitalar. “Eu adorei a música, a presença de todos vocês, estou sentindo uma alegria muito grande no meu coração, tinha muito tempo que eu não escutava uma boa música assim”, emocionou.

Para a técnica de enfermagem, acompanhante e nora da paciente, Irene Paulino, o projeto que leva a música para o ambiente hospitalar pode ser muito proveitoso no tratamento médico do paciente. “Os pacientes que ficam muito tempo internados acabam ficando carentes, esperando uma palavra amiga, e a música tem o poder de levantar a autoestima de qualquer pessoa.”

O aposentado Edson Pereira está no hospital para fazer companhia à esposa, que passou por procedimento cirúrgico no joelho. Ele acompanhou o Sarau do HGG por todas as enfermarias, para ouvir um pouco mais a música de Amauri. “A gente se sente emocionado em ouvir essa beleza. Hoje eu também assisti à missa que teve à tarde, e me fez muito bem. Minha esposa está internada há dias, e eu fico aqui também angustiado”, disse.

“Parceiro fiel desse projeto”, assim se caracteriza Amauri Garcia. O músico, que se colocou à disposição da coordenação do Sarau do HGG para participar sempre do projeto, explica que cada vez que toca e canta para os pacientes da unidade hospitalar, é uma emoção diferente. “É um alivio que tenho quando posso proporcionar momentos de alegria para quem precisa. Me sinto feliz e lisonjeado em contribuir, esse remédio é muito mais para mim do que para os pacientes, pode acreditar.”



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