Goiânia, 16 de agosto de 2017    




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(11/07/2014) Com apresentação de flauta e piano, Sarau do HGG emociona paciente que sofreu AVC

Segunda apresentação do mês de julho levou para pacientes, colaboradores e visitantes do Hospital Alberto Rasi – HGG o mundo clássico da flauta e piano

Com som melodioso e timbre suave, a flauta foi destaque na segunda edição deste mês do projeto Sarau do HGG, realizado nesta quinta-feira, dia 3, no hall de entrada do Hospital Alberto Rassi - HGG. Acompanhado pela pianista Gyovana Carneiro, o flautista Marcos Almeida encantou o aposentado José Pires, de 86 anos. Há 20 dias internado por causa de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), o paciente nunca tinha visto o instrumento.

Sentado na primeira fileira do espetáculo, de longe se observava José segurando um lenço que enxugava as lágrimas no rosto marcado pelo tempo. A expressão do paciente era de alegria, e quando questionado sobre o que sentia durante a apresentação dos dois músicos, nada José conseguia dizer, apenas o choro. Entretanto, a neta e acompanhante do aposentado, Maria Sirley de Melo, explicou o sentimento do avô. “Ele ficou muito emocionado porque está há muitos dias internado aqui.”

A estudante de medicina Mariana Castro, que faz o internato na unidade hospitalar há apenas três semanas, participou, pela primeira vez, do Sarau do HGG. Ela conta que estava andares acima quando ouviu as primeiras soadas da flauta, e também as notas do piano de cordas instalado na recepção central. “Isso aqui faz um bem para os pacientes que vocês não têm ideia, e até mesmo para a gente que tá trabalhando. Tenho costume de frequentar a concertos musicais, e fiz questão de vir ver este”, ilustrou.

Esta é a terceira vez que a pianista Gyovana se apresenta no hospital, e a segunda de Almeida. Juntos, eles participaram duas vezes do projeto que leva, semanalmente, música para pacientes, colaboradores e visitantes da unidade. Para Gyovana, o Sarau é importante porque é o momento em que os pacientes se esquecem um pouco da doença, e distraem. “A gente é que tem que agradecer por ser parceiro de um projeto tão bonito. Eu fico ali no piano e reparo a forma como eles me olham. Eles mostram a alma pelos olhos.”

Já para o flautista, a segunda apresentação no HGG foi mais intensa que a primeira. Ele explica que sentiu maior proximidade com os pacientes e, que isso, o fez proporcionar um maior conforto a eles. “A música não tem somente o papel de entreter, mas também de bálsamo e de nos transformar por dentro. Com a música, nós saímos desse mundo real para viajar por um mundo com mais esperança”, completa.


Fonte: IDTECH





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