01/09/2025 - Comissão Nacional de Energia Nuclear realiza visita de inspeção no Hemocentro Coordenador



Foram verificados os mecanismos de segurança física do aparelho irradiador de sangue, equipamento que conta com material radiológico

Inspetores da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) realizaram, na última quarta-feira, 27, uma inspeção de proteção física no aparelho irradiador de sangue do Hemocentro Coordenador Estadual de Goiás Prof. Nion Albernaz - Hemogo. O equipamento é utilizado para inativar as células do sistema imunitário presentes em componentes sanguíneos, como leucócitos e linfócitos. O aparelho expõe o sangue à radiação, o que garante a segurança das transfusões e evita problemas para pacientes imunodeprimidos, transplantados, recém-nascidos de baixo peso e pessoas com câncer. A visita teve como objetivo avaliar e reforçar os procedimentos de segurança ligados à operação da máquina.

A diretora técnica da Rede Estadual de Serviços Hemoterápicos - Rede Hemo, Ana Cristina Novais Mendes, explica que o aparelho irradiador de células “é necessário na rotina hemoterápica”. Segundo ela, a máquina consegue inativar os linfócitos que ainda podem estar presentes nas hemácias, evitando qualquer tipo de reação de rejeição do material doado/recebido. “No Brasil, temos, em média, 40 aparelhos desse tipo em funcionamento, e em Goiânia, são apenas dois”, resumiu a importância do equipamento.

“A CNEN é um órgão que não apenas dá o aval para o funcionamento de aparelhos dessa natureza, mas também orienta sobre como aprimorar a proteção necessária”, disse Ana Paula Faleiro, gerente de distribuição da Rede Hemo. Ela explica que existem dois módulos principais de segurança para o aparelho irradiador, um ligado à proteção radiológica e outro à física. Nessa visita, os mecanismos físicos de segurança estão em foco.

Espaço de acesso controlado, monitoramento constante por câmeras e alarme, exigência de cadastro biométrico, barreiras físicas e presença de equipe de vigilância 24 horas são alguns dos mecanismos físicos de segurança já adotados.

“Nós precisamos fiscalizar a área controlada, o controle de acessos dos doadores e funcionários, e ver os mecanismos nas instalações para inviabilizar acesso inadvertido”, explicou Alexandre Roza de Lima, um dos inspetores da CNEN, durante a reunião com a equipe do Hemocentro. Ele relembra que os protocolos de segurança nas áreas nuclear e radiológica, foram reforçados após o acidente radiológico de Goiânia, em 1987, tornando os mecanismos brasileiros um dos mais rígidos do mundo.




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