Pacientes internados no Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi - HGG e seus acompanhantes participaram de mais uma edição da Oficina de Arte, nesta terça-feira, 28 de abril. A ação acontece quinzenalmente há mais de dez anos como forma de reforçar o compromisso da alta gestão da unidade com a humanização do tratamento. A arte entra como agente ativo no processo de tratamento dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
“A cada semana vejo histórias diferentes dos nossos artistas”, afirma Alexandre Liah, responsável por conduzir a oficina. Ele conta que estimula os pacientes a passar para as telas o que estão sentindo durante o momento da internação, ou alguma memória feliz, ajudando a trabalhar o emocional durante o momento de fragilidade. “Vejo muitas telas dos lares dessas pessoas, alguns pintam temas religiosos, outros já partem para o abstrato”, exemplificou o artista plástico.
Keila Barbosa acompanhava o esposo Vladimir Teixeira durante sua internação, quando foram convidados a participar do projeto de humanização. “Quando vi tudo isso aqui, eu até fiquei arrepiada, fiquei muito feliz”, compartilhou. Ela conta que o esposo, paciente transplantado, já enfrentou períodos prolongados de internação, o que torna o ambiente hospitalar cansativo. “Ele é muito nervoso, e quando vi ele pintando aqui, eu até brinquei com ele, dizendo que eu nunca imaginei que ele fosse capaz de fazer essa arte tão bonita”, compartilhou bem humorada.
Há 34 dias internada, a paciente Nadiny dos Santos, de apenas 19 anos, conta que passa por um momento delicado na sua saúde, que teve início após o nascimento do seu filho. “Já é a quarta vez que estou aqui, então me sinto um pouco perdida”, compartilhou. Na espera por um medicamento de alto custo e de uma cirurgia, o tempo no hospital se torna angustiante, e é aí que o valor dos projetos como a Oficina de Arte ganha mais importância. “Sair do quarto ajuda bastante. Parar de pensar um pouco no tratamento e pensar em outra coisa”, disse.