O som das palmas, das batidas dos pés e da viola caipira tomou conta do Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi – HGG na tarde desta quarta-feira, 19 de agosto. Em celebração ao Dia do Folclore, pacientes, acompanhantes e colaboradores da unidade tiveram a oportunidade de vivenciar uma das manifestações mais tradicionais da cultura goiana: a catira. A apresentação foi realizada pelo Grupo de Catira de Rio Verde, no estacionamento do hospital.
Pelo segundo ano consecutivo, o grupo levou ao HGG o ritmo e a tradição da catira, proporcionando um momento diferente na rotina hospitalar. Com os dançarinos em formação e o compasso marcado pelo sapateado e pelas palmas, a apresentação chamou a atenção de quem passava pelo local e transformou o espaço em um ponto de encontro entre arte, cultura e cuidado.
A catira é uma manifestação cultural tradicional do interior do Brasil, especialmente presente em Goiás, marcada pela combinação entre música, dança e poesia. Na apresentação, a viola caipira conduz os versos enquanto os dançarinos respondem com sequências de palmas e batidas de pés, criando um ritmo característico que atravessa gerações.
A iniciativa integra as ações de humanização do HGG, que utilizam a arte e a cultura como ferramentas de acolhimento e bem-estar para pacientes, acompanhantes e profissionais.
A apresentação também reforçou a importância da preservação das tradições populares. Formado a partir de laços com a tradicional família Viana, o Grupo de Catira Viana é um dos grupos reconhecidos de Rio Verde. Desde 2021, conta com o apoio da Secretaria de Cultura do município para a manutenção e valorização dessa manifestação cultural.
Um dos integrantes da catira, Elis Aparecido Bento explicou que a catira, com seus passos ritmados e palmas marcadas, é muito mais que uma dança; é uma expressão autêntica da nossa identidade. “A catira é a história do nosso povo e a gente trabalha para não deixar morrer. Nas apresentações, a gente vê que todo mundo tem muito carinho pela dança de catira, que remete à infância, com os nossos pais, nossos avós. E a gente fica feliz por porque agora temos um hospital, um hospital de referência, no nosso currículo de apresentações”, contou.
A ação integra a programação de humanização do HGG, que promove regularmente atividades culturais e artísticas para contribuir com uma experiência mais acolhedora durante o período de tratamento.