31/05/2017 - Plateia Social: última noite de Martin Luther King encanta jovens e idosos



Cerca de 180 pessoas foram ao teatro no último sábado por meio de projeto do Idtech que promove inclusão cultural

O Instituto de Desenvolvimento Humano e Tecnológico (Idtech) levou, gratuitamente, cerca de 160 pessoas ao espetáculo "O Topo da Montanha", com os atores Lázaro Ramos e Taís Araújo, no último sábado, 27 de maio, no Teatro Rio Vermelho, em Goiânia. O objetivo do projeto Plateia Social, que proporciona este momento às entidades beneficiadas pelo Instituto, é promover a inclusão social através da cultura. Foram contempladas com o passeio neste fim de semana a Escola Estadual Finsocial, Grupo Senhoras do Cerrado, Associação dos Idosos do Balneário Meia Ponte, Centro de Inclusão Digital dos Trabalhadores (CIT) e colaboradores do Idtech.

A peça "O Topo da Montanha" recria a última noite de Martin Luther King no quarto 306 do Hotel Lorraine, em Memphis. Interpretado por Lázaro Ramos, Luther King conhece a misteriosa e bela camareira Camae, vivida por Taís Araújo, que está em seu primeiro dia de trabalho no estabelecimento. De forma bem humorada e com certo suspense, ela confronta o líder com diversas provocações, lembrando-o de que, como todos, ele é humano. Com humor e emoção, o espetáculo leva à reflexão sobre a sociedade atual e seus preconceitos.

William Carlos da Silva foi ao teatro juntamente com a Associação de Idosos do Balneário Meia Ponte. Impressionado com o público, o conselheiro tutelar elogiou a iniciativa do Idtech e a peça. "É a primeira vez que venho teatro na minha vida. É muito maravilhoso. Fiquei impressionado com o tamanho do público, porque estou acostumado a ir a estádio de futebol, em palestras, mas no teatro eu nunca tinha visto e estou achando uma beleza. A peça é muito boa, sorri demais, eles são muito divertidos", disse animado.

"Não me lembro a última vez que tinha vindo no teatro, faz tempo", disse Vanderlei Rui de Andrade. Ele aprovou o projeto Plateia Social e também gostou muito do espetáculo. "É a primeira vez que participo desse projeto e achei muito interessante. É uma maneira de reavivar o teatro que, por causa da mídia e tecnologia, vai deixando de ser interessante para as pessoas. Projetos assim fazem reaquecer o interesse das pessoas em participar do teatro. E a peça foi ótima! Como sei da bagagem do Lázaro e da Thais, sabíamos que seria sucesso."

O coordenador do grupo Senhoras do Cerrado, Wadson Arantes Gama, considerou a atividade um importante instrumento de inclusão social. "É uma atividade importantíssima, porque a gente trabalha a psicologia e a arte e utilizamos o teatro. O Plateia Social é formidável, porque essas senhoras têm dificuldades financeiras de entrar nesses lugares e, com essa oportunidade, faz com que elas enriqueçam ainda mais o nosso trabalho", disse. Além disso, Wadson destacou o tema da peça como possibilidade de reflexão sobre a sociedade. "Vir assistir uma peça, ainda mais com um tema como esse, que demonstra a nossa sociedade cheia de xenofobia e racismo, faz com que essas senhoras reflitam sobre as realidades delas, em que elas se sentem excluídas também desse processo".

Valda Alencar faz parte do grupo Senhoras do Cerrado e pratica aulas de teatro na entidade. Para ela, experiência de poder assistir a uma peça com atores consagrados foi uma verdadeira aula. "Eu gosto muito de vir ao teatro. Acho importante vir porque ver atores renomados faz a gente aprender, pra nós é uma escola", disse.

O projeto

O projeto Plateia Social promove a inclusão social por meio de espetáculos e exposições culturais e oferece a quem nunca teve acesso a um teatro, cinema ou museu, a oportunidade de entrar no mundo das artes. É a união de esforços de parceiros para que a arte seja uma forma de trabalhar o respeito à diversidade cultural. “O resultado é muito significativo, porque as pessoas têm procurado cada vez mais por ingressos e pelas datas das peças. Nós percebemos o quanto gostam da atividade, uma vez que existe nela o processo da integração, da socialização e da diversão”, afirma a gerente de Serviço Social do Idtech, Sandra Costa.




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