09/06/2017 - Palestra no HGG discute novas diretrizes e conceitos da Nutrição Parenteral



Especialista do Rio de Janeiro ministrou nesta quinta-feira, 8 de junho, apresentação aos residentes e equipe multiprofissional da unidade

Nesta quinta-feira, 8 de junho, o Hospital Alberto Rassi - HGG recebeu a intensivista e nutróloga Valeria Rosenfeld para palestra Nutrição Parenteral no Paciente Cirúrgico, ministrada para as equipes médica e multiprofissional da unidade, no auditório do HGG. A especialista destacou a importância do tema pela desnutrição ser a doença mais frequente nos hospitais brasileiros, atingindo aproximadamente 50% dos pacientes. “Pacientes desnutridos têm pior prognóstico e complicam muito mais se forem submetidos à cirurgia sem uma adequação nutricional. Por isso o reconhecimento da desnutrição, bem como a avaliação e adequação nutricional são de extrema importância no acompanhamento de pacientes cirúrgicos”.

Rosenfeld apresentou as novas diretrizes que foram lançadas pela Sociedade Europeia em 2017, que recomendam a nutrição parenteral mais precocemente em pacientes que têm desnutrição grave, o que é um conceito extremamente recente. Destacou ainda o conceito de falência intestinal em pacientes cirúrgicos, como abordar esse conceito e dentro dele perceber que pacientes poderiam ter intervenções nutricionais mais precoces e mais agressivas em termos de alcançar a meta, e que antes não era feito. “Havia muito medo de que a parenteral causasse infecção e matasse mais. Hoje sabemos que isso não acontece, a parenteral hoje é salvadora e nós temos muitos estudos recentes mostrando isso”, apresentou a especialista.

A nutrição parenteral não é indicada a doentes que tenham a possibilidade de uso pleno do tubo digestivo, o sempre irá prevalecer. “O paciente deve comer pela boca ou receber dieta enteral primariamente. A nutrição parenteral é reservada para pacientes que não podem usar o tubo digestivo total ou parcialmente, sendo ela a ultima linha da terapêutica para nutrir o paciente”, explicou, destacando que existe uma sequência que o profissional deve seguir para indicá-la. “A avaliação correta é extremamente importante pra decidir quando usar ou não usar a nutrição parenteral”, pontuou.

A nutróloga do HGG, Cláudia Vieira da Costa, coordenadora da Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN), avaliou como muito positiva a troca e o compartilhamento de Valeria Rosenfeld a partir do conteúdo ministrado. “A atualização sobre as novas diretrizes de Nutrição Parenteral no paciente cirúrgico deve fortalecer a interação da equipe médica, clínica e cirúrgica, com a EMTN, visando aprimorar o cuidado com o paciente no pré e pós-operatório”.

Valéria Rosenfeld é médica, chefe do Centro de Terapia Intensiva (CTI) do Hospital Federal da Lagoa/MS-RJ, especialista em Terapia Intensiva pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), especialista em Terapia Nutricional Parenteral e Enteral pela Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE), especialista em Nutrologia pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), médica da ETERNU/EMTN e gerente médica nutrição-Baxter.




© IDTECH, Hospital Estadual Alberto Rassi/HGG, Hemocentro de Goiás - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS