18/02/2019 - Projeto Arteprofilaxia do Hemocentro incentiva hemofílicos à adesão ao tratamento



Projeto desenvolvido e realizado por equipe de profissionais multidisciplinar utiliza técnica de argila vitrificada como fator estimulante. Artista plástico e ceramista Sérgio Jorge foi voluntário da ação

Uma equipe formada por profissionais que atuam no Hemocentro de Goiás está desenvolvendo uma pesquisa científica para estimular a adesão dos pacientes portadores de hemofilia ao tratamento. A proposta da equipe, constituída por fisioterapeuta, médica e enfermeira, é combater a resistência dos adolescentes e adultos que possuem a doença ao tratamento.

E para incentivar, os profissionais que desenvolvem o trabalho de incentivo, com o apoio do artista plástico e ceramista Sérgio Jorge, implantaram, em 2017, o projeto Arteprofilaxia, que reuniu jovens portadores de hemofilia em uma oficina de artes manuais com palestras de educação continuada sobre a importância da profilaxia para o controle da doença.

Na primeira etapa do projeto, oito pacientes participaram da construção de um painel utilizando a técnica de argila vitrificada. O painel expõe os desenhos em cerâmica confeccionados pelos participantes.

Segundo a fisioterapeuta que integra a equipe à frente do projeto, Emanuelle de Queiroz Monteiro, a hemofilia é uma coagulopatia genético-hereditária, em que os portadores, se não tratados adequadamente, podem desencadear sangramentos, principalmente no sistema musculoesquelético, evoluindo para alterações articulares severas. “Esses comprometimentos podem ser evitados por meio da reposição do fator de coagulação e isso é possível com o tratamento profilático, feito de forma totalmente gratuita e orientada por profissionais de hemocentros de todo o país”, orienta.

Segundo Emanuelle, a não adesão ao tratamento é influenciada por vários fatores. “Vão desde o não entendimento da própria doença e da importância de realizar os devidos cuidados até a ausência dos sintomas que podem demorar a aparecer (dor, edema, limitação de movimentos no caso de sangramentos intra-articulares) e, até mesmo, negação da doença”, explica.

A partir do trabalho, que utiliza da arte como estímulo à profilaxia, a equipe idealizadora está realizando pesquisas em busca de novos projetos semelhantes. “Temos que buscar formas de atrair esses pacientes ao tratamento para que tenham mais qualidade de vida”, disse. Segundo a fisioterapeuta, o tratamento à hemofilia não é doloroso e os pacientes, após uma orientação prévia, podem realizar a auto infusão do fator em casa.





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